Ibovespa atinge nova máxima histórica em agosto, impulsionado pelo otimismo externo e pela recuperação das commodities. (Foto: Adobe Stock)
O Ibovespa subiu 2,50% na semana, passando de 137.968,15 pontos para 141.422,26 pontos. Foi uma semana de recordes: o índice não só voltou a superar a casa dos 140 mil pontos, o que não acontecia desde julho, quando o Brasil foi retaliado com tarifas pelos Estados Unidos, como renovou recordes históricos. No começo da tarde desta sexta-feira (29), o índice chegou a negociar acima dos 142,3 mil pontos, o maior valor intradia da história.
A Bolsa brasileira vem surfando o bom humor internacional, com maior otimismo em relação ao corte de juros nos Estados Unidos, mas também, por aqui, com o ciclo eleitoral de 2026. Uma pesquisa de intenções de voto divulgada na quinta-feira (28) mostrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno. “Esse é o principal fator de otimismo, na minha visão”, destaca Marcelo Bolzan, planejador financeiro, MBA em Economia e sócio da The Hill Capital.
Mas a semana vai ficar marcada mesmo por outro evento: a operação Carbono Oculto, a maior operação deflagrada pela Polícia Federal contra o crime organizado no País que bateu nas portas de grandes gestoras da Faria Lima.
A investigação expôs como o crime organizado se infiltrou na economia formal por meio de postos de combustíveis, fintechs e fundos de investimento, envolvendo bilhões de reais em fraudes e lavagem de dinheiro. No total, 200 mandados de busca e apreensão foram expedidos em dez Estados brasileiros contra envolvidos em toda a cadeia produtiva da área de combustíveis, parte da qual foi capturada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
A estimativa é que a organização criminosa tenha movimentado R$ 52 bilhões no período investigado, blindando os recursos por meio de 40 fundos de investimentos. Veja a lista aqui.
As ações que mais subiram no Ibovespa na semana
As três ações que mais valorizaram no dia foram Magazine Luiza (MGLU3), Raízen (RAIZ4) e Vamos (VAMO3).
Magazine Luiza (MGLU3): +18,70%, R$ 8,19
O bom humor do mercado local levou os ativos cíclicos a altas expressivas na semana. A Magalu liderou o movimento, com ganhos de 18,70%, a maior alta semanal do IBOV.
Com isso, fechou o mês de agosto com uma valorização de 16,01%. No acumulado do ano, os ganhos são de 29,79%.
Raízen (RAIZ4): +12,50%, R$ 1,17
A Raízen subiu 12,5% na semana, com destaque para o desempenho positivo nesta sexta-feira, quando anunciou a venda de duas usinas em Mato Grosso do Sul, um negócio foi avaliado em R$ 1,543 bilhão. Desse montante, R$ 1,325 bilhão será pago pelos ativos, e cerca de R$ 218 milhões correspondem aos investimentos na manutenção da entressafra de 2025. A operação ajuda na desalavancagem da companhia, seu principal calcanhar de Aquiles.
A RAIZ4 cai 17,61% no mês e 45,83% no ano.
Vamos (VAMO3): +12,18%, R$ 4,33
As ações da Vamos também se beneficiaram do alívio nos juros. Com isso, deram um salto de 12,18% na semana.
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A VAMO3 sobe 12,76% no mês, mas cai 8,84% no ano.
As ações que mais caíram no Ibovespa na semana
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram RaiaDrogasil (RADL3), Rumo (RAIL3) e Suzano (SUZB3).
RaiaDrogasil (RADL3): -6,00%, R$ 17,55
As ações da RaiaDrogasil lideraram as perdas do Ibovespa nesta sexta-feira, com queda de 6,90%, corrigindo parte dos ganhos que acumularam em agosto. Como desempenho, passaram a liderar as perdas do IBOV na semana, ainda que seja o papel com a maior valorização mensal dentre as empresas do IBOV.
No mês, subiu 30,29%. No ano, tem queda de 19,38%.
Rumo (RAIL3): -3,45%, R$ 14,55
As ações da Rumo caíram 3,45% na semana. No mês, têm queda de 12,03% e de 14,91% no ano.
Suzano (SUZB3): -2,44%, R$ 52,45
A SUZB3 caiu 2,44% no acumulado da semana. As ações subiram 0,58% em agosto, mas caem 15,10% no ano.