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Mercado

Investidores estrangeiros voltam à B3 em novembro; o que esperar daqui para frente?

Saldo do mês até quinta-feira (11) é positivo em R$ 15 bilhões, mas não o suficiente para se animar

b3
B3 só vai (Foto: Divulgação B3)
  • Volta de capital externo foi impulsionada pela eleição de Biden e pelo avanço da vacina contra a covid-19
  • Ausência de reforma tributária, crise política constante, Selic a 2% e pandemia atrapalham consolidação do movimento

Apesar do elevado saldo negativo de investimento estrangeiro na B3 em 2020, R$ 50,3 bilhões até quinta-feira (11), o fluxo de capital externo no mercado acionário brasileiro inverteu o sinal nos últimos dias. Até o momento, novembro apresenta superávit* de mais de R$ 15,0 bilhões. O Ibovespa tem valorização de 11,46%, aos 104.723 pontos, no mês.

Para efeito de comparação de como o volume está alto, apenas no pregão de segunda (9) a entrada foi de R$ 4,5 bilhões. O número representa o maior aporte em um único dia em termos nominais (sem correção inflacionária) desde 2007.

Antes de entender por que o fluxo voltou a ser positivo no Brasil, é necessário saber primeiro o que fez o indicador afundar no negativo. Segundo especialistas do mercado consultados pelo E-Investidor, há quatro fatores principais.

São eles: a questão fiscal do País, a crise política constante, a Selic em seu menor patamar histórico (2% ao ano) e, por fim, a pandemia  – que aumentou a aversão aos ativos de renda variável em escala global, afetando principalmente os mercado emergentes.

Neste cenário, o risco do Brasil ficou muito elevado e os investidores estrangeiros desfizeram suas posições na bolsa. “Eles saíram da B3 em busca de mercados com melhor custo-benefício”, diz Paloma Brum, economista da Toro Investimentos.

Recentemente, a eleição americana também estava pressionando os mercados globais devido à indefinição do vencedor, acompanhada do temor de uma possível judicialização da disputa pela Casa Branca.

Eleição de Biden e avanço das vacinas

O salto no volume entrando no Brasil começou a mudar no sábado (6), quando o democrata Joe Biden foi eleito o novo presidente dos EUA. O movimento ganhou novo impulso na segunda-feira (9), após a notícia de que a vacina contra a covid-19 da Pfizer apresenta eficácia de mais de 90%.

Houve então uma onda de otimismo no mercado, o apetite ao risco aumentou e os investidores estrangeiros voltaram às bolsas internacionais em busca de boas oportunidades de lucro. Estes fatores aumentaram o fluxo de entrada de capital estrangeiro na B3 e em outros países emergentes.

Especificamente no Brasil, o movimento aconteceu devido ao desconto no Ibovespa no ano, 9,44% até a última sexta-feira (13), e a desvalorização do real frente à moeda americana em 2020 (recuo de 35,77%, a R$ 5,47). “A bolsa está muito barata em dólar, o que a torna extremamente atraente para os estrangeiros”, afirma José Francisco Cataldo, head de research da Ágora Investimentos.

Volta do investidor estrangeiro deve ser pontual

Mesmo que os investidores estrangeiros tenham voltado em peso este mês, o retorno não deve ser consistente. Isso porque apenas uma parte dos riscos do Brasil foram solucionados. “É fluxo é em busca de ganhos no curto prazo. Ou seja, temporário”, diz Brum.

Para que a volta seja robusta e duradoura, os especialistas afirmam que o País deve resolver principalmente o problema fiscal. Com o aumento de gastos públicos devido à pandemia, o Ministério da Economia projeta que a dívida da União deva chegar a 96% do PIB ao final de 2020.

Segundo Cataldo, enquanto não for feito algo a respeito para controlar a questão fiscal brasileira, o risco continuará muito alto. O alto nível de endividamento reduz o potencial de crescimento da economia e, consequentemente da Bolsa. “A volta dos estrangeiros depende de uma leitura mais clara e positiva das nossas perspectivas”, comenta o head da Ágora.

O que isso significa para a B3?

Responsáveis por mais de 40% das negociações da bolsa brasileira, segundo a B3, os investidores estrangeiros podem fazer com que o mercado retorne aos patamares pré-crise. Porém, como o cenário ainda não é favorável, o fluxo tende a continuar muito negativo.

Brum salienta que o Ibovespa não deve voltar zerar as perdas do ano, como já aconteceu com as bolsas americanas. “Por isso o índice congestionou entre os 93 mil e 105 mil pontos há um tempo”, afirma a economista da Toro.

*O cálculo é feito por volume de compras + IPO – volume de vendas em novembro

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