

Os analistas do Goldman Sachs disseram que o desconto oferecido pela ação da Itaúsa (ITSA4) tende a diminuir após a aprovação da regulamentação da reforma tributária no Congresso. O projeto de regulamentação da reforma Tributária foi aprovado pela Câmara dos Deputados em julho e agora a proposta tramita no Senado.
Segundo os analistas, a eliminação da ineficiência do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o uso do Imposto de Valor Agregado (IVA) deve reduzir o desconto da Itaúsa. Segundo eles, a companhia afirmou, durante evento com investidores, que a aprovação da reforma Tributária deve diminuir o desconto do Valor Presente Líquido (VPL) em 7 pontos porcentuais.
“A gerência da empresa acredita que assumir o valor justo de mercado de empresas privadas (por exemplo, Aegea, Copa Energia) poderia diminuir o desconto em mais de 3 ou 4 pontos porcentuais, dos atuais 20,9%. Desse modo, o desconto iria para uma faixa de 17,9% a 16,9%”, dizem Tito Labarta, Tiago Binsfeld, Beatriz Abreu e Lindsey Shema, que assinam o relatório do Goldman Sachs.
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Os analistas afirmam ainda que a companhia continua otimista com reforma Tributária no Brasil. A administração estima que a medida deve eliminar a ineficiência tributária sobre juros sobre capital próprio recebidos do Itaú de cerca de R$ 500 a R$ 550 milhões por ano. “Assumindo as aprovações necessárias nos poderes legislativo e executivo, a reforma eliminaria a ineficiência tributária a partir de 2027”, explicam os especialistas do Goldman Sachs.
Quanto a Itaúsa deve pagar em dividendos em 2025?
De acordo com os analistas, a Itaúsa estima que o Itaú (ITUB4) deve pagar dividendos extraordinários atrativos para o investidor. A gestão da holding prometeu repassar integralmente os dividendos, inclusive os que vieram a mais para eliminar o grande acumulo de capital do Itaú.
Embora os analistas entendam que o Itaú pode entregar bons dividendos para a empresa, eles não estimam que o dividend yield de Itaúsa será elevado. Os cálculos do Goldman Sachs apontam que os dividendos da Itaúsa devem ficar em torno de 6% do valor da ação em 2025 – o porcentual é menos da metade da Selic estimada pelo mercado para o fim de 2025, de 12,25%.
Ainda assim, a equipe do Goldman Sachs recomenda compra para a ação da Itaúsa: o papel está descontado e oferece um potencial atrativo de alta. Os analistas reduziram o preço-alvo de R$ 12,38 para R$ 12 para o fim de 2025. Mesmo com a diminuição, o novo preço-alvo implica uma alta de 29,58% em relação ao fechamento de quarta-feira (4), quando a ação encerrou o pregão a R$ 9,26.
“A Itaúsa (ITSA4) está sendo negociada com um desconto de 22,2%, que está abaixo de seu pico de 28,6% em setembro de 2022, mas ainda acima de sua média de três anos, de 21%, e na de cinco anos de 20,9%”, apontam Tito Labarta, Tiago Binsfeld, Beatriz Abreu e Lindsey Shema.
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