Em relatório assinado por Thiago Bortoluci e Nicolas Sussmann, o banco diz que se encontrou com a administração da empresa, que estabeleceu as principais bases para impulsionar retornos de longo prazo, mesmo com a natureza cíclica do negócio da JBS. Os analistas apontam que a análise de sensibilidade da administração pressupõe um crescimento médio anual de 4% a 6% de 2025 a 2029, incluindo fusões e aquisições, em comparação com os 6% ao ano entre 2025 e 2027 estimados pelo Goldman Sachs.
“A análise também prevê uma expansão da margem Ebitda, que mede a rentabilidade operacional, entre 0,1 e 0,2 ponto porcentual anualmente até 2027, contra queda de 0,89 ponto porcentual em nossas estimativas. Dito isso, observamos que a lucratividade a curto prazo pode flutuar devido à natureza cíclica do negócio”, explicam Bortoluci e Sussmann.
O investidor pode esperar um pagamento de dividendos da JBS. Embora não se comprometa com uma política de proventos fixos, a administração projeta dividendos de US$ 800 milhões a US$ 1,2 bilhão por ano em seu plano de 5 anos. O valor implica em uma rentabilidade de 5% a 8%, segundo as estimativas do Goldman Sachs. Como referência, a Tyson pagou em média 4% nos últimos três anos. Ou seja, a empresa deve pagar mais dividendos que a concorrente do setor.
A empresa também afirmou na reunião que está interessada em reduzir a volatilidade das ações por meio da diversificação geográfica dos seus negócios. Desse modo, os analistas têm recomendação de compra para JBS (JBSS32) com preço-alvo de R$ 111,40, alta de 46,7% na comparação com o fechamento de quarta-feira (26), quando a BDR encerrou o pregão a R$ 75,92