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Mercado

Em recuperação judicial, ação da João Fortes Engenharia (JFEN3) sobe 56% no semestre

Em recuperação judicial, companhia acumula dívidas no valor de R$ 1,3 bilhão

Por Jenne Andrade

07/07/2020 | 9:34 Atualização: 23/07/2020 | 14:53

Trabalhador da construção civil (Foto: Evanto Elements)
Trabalhador da construção civil (Foto: Evanto Elements)

A incorporadora João Fortes Engenharia foi a grande surpresa entre as ações que tiveram as maiores altas no 1º semestre de 2020. Segundo a Economatica, com valorização de 56,60%, aos R$ 4,15, o JFEN3 ultrapassou o desempenho dos papéis de gigantes da Bolsa, como Magazine Luiza | MGLU3 (+50,32%), Lojas Americanas | LAME4 (+38,53%) e Via Varejo | VVAR3 (+37,06%). Veja aqui a lista completa.

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É importante ressaltar que as três varejistas desbancadas pela incorporadora são algumas das empresas apontadas como mais sólidas e resilientes na crise, justamente por estarem relacionadas ao e-commerce, setor muito demandado por conta do isolamento social. O que torna o resultado da João Fortes ainda mais curioso, pois a companhia entrou em processo de recuperação judicial no mês de abril, com dívidas que chegam aos R$ 1,3 bilhão.

Além do processo de recuperação, a incorporadora também entrou na lista de inadimplentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no início de 2020, por não divulgar os balanços financeiros de 2019. O diretor-presidente da João Fortes Engenharia, Roberto Corrêa, afirma que o atraso na divulgação dos resultados ocorreu por conta de uma troca de auditores.

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“Mudamos para a auditoria PwC, que fez alguns questionamentos e pediu outros tipos de análises, e isso está trazendo muito trabalho pra gente”, diz Corrêa. “Mas acreditamos que provavelmente vamos publicar o balanço e sanar essa pendência.”

No último resultado disponível, de 2018, a João Fortes reportou prejuízo de R$ 427,8 milhões, com cerca de 88% das dívidas sendo de curto prazo. “Basicamente, pelo balanço, estão vendendo o almoço para comprar a janta”, afirma Mario Goulart, analista do Polyface. “É uma empresa que eu não recomendaria para nenhum investidor, no momento.” Nesse cenário, aparentemente desfavorável, como explicar a alta dos papéis?

Baixa liquidez facilita altas

Para os analistas consultados pelo E-Investidor, o primeiro ponto a considerar é a baixa liquidez dos papéis da construtora. “Somente 1,5% do capital social é aberto para negociação em bolsa e a companhia tem um sócio majoritário responsável por mais de 90% dos papéis disponíveis”, diz Goulart. Logo, com menos papel sendo negociado, qualquer movimento de compra pode pressionar fortemente os preços para cima – e o contrário também é verdadeiro.

O volume de negociações também é citado por Caio Fernandez, CEO da Ivest e consultor de investimentos da CVM. “Por exemplo, para ter uma alta de 5% em Petrobras, precisaria de um grande número de compradores, porque o PETR4 tem muita liquidez, muita negociação”, afirma Fernandez. “Para fazer a João Fortes subir 10% ou 15%, preciso de muito menos que isso.”

Façam suas apostas

Em segundo lugar, o movimento especulativo é apontado pelos analistas como fonte das valorizações. “Dada essa questão de liquidez, qualquer notícia acaba levando à expectativa de melhora na situação contábil de empresa”, afirma Fernandez.

Entre 20 de dezembro de 2019 e 20 de janeiro de 2020, por exemplo, a JFEN3 saltou de R$ 2,45 para R$ 10,80, uma valorização de 340%, mesmo sem a publicação dos balanços trimestrais. No dia seguinte, em 21 de janeiro, a queda também foi expressiva, de 37,10%, para R$ 6,80.

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Esse comportamento caracterizaria um movimento especulativo em torno das ações da construtora, como apontado pelo diretor-presidente da João Fortes Engenharia. “Não existe um fato relacionado à gestão ou qualquer movimento da companhia que dê suporte a essas oscilações atípicas de mercado”, diz Corrêa. “O que pode ter acontecido é que os investidores viram a valorização do setor de construção como um todo e comprarem os papéis.”

Nos meses seguintes, as cotações continuaram a ter grandes oscilações, e uma das maiores ocorreu em 2 de junho, quando os papéis alcançaram 77,61% de alta no pregão, fechando aquele dia em R$ 4,76. Para os especialistas, a alta pode ter sido motivada pelas notícias de que o pedido de recuperação judicial da construtora, feito em abril, tinha sido aceito pela Justiça do Rio de Janeiro.

De fato, quem tinha ações da empresa pode ter aproveitado esse momento. Entretanto, o risco envolvido no ativo é alto. “Temos que separar o que é investidor e o que é apostador, e investir em JFEN3 acaba sendo muito mais uma apostinha que um investimento”, diz Fernandez.

Para onde vai a João Fortes Engenharia?

O principal objetivo da empresa hoje é reestruturar a dívida para retomar os empreendimentos. “Nosso foco é criar um plano de recuperação que seja aprovado pelos credores para que a gente possa pensar em novos lançamentos e terminar as obras que, por questões de crédito, não conseguimos finalizar”, explica Corrêa.

O executivo ressalta que a pandemia do coronavírus acertou em cheio a João Fortes, que já vinha com a situação financeira deteriorada por conta das crises econômicas anteriores, vividas desde o Governo Dilma. “O setor imobiliário é muito ligado ao crescimento de renda, ao crescimento econômico”, diz ele.

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A recessão econômica, segundo Corrêa, fez os distratos imobiliários dispararem na época e o distanciamento social, trazido pela covid-19, só dificultou ainda mais equilibrar as contas. “É difícil vender imóvel sem as pessoas poderem visitar, sem as pessoas saberem como a situação financeira delas vai ficar no médio prazo”, afirma o executivo.

Entretanto, com o plano de recuperação aprovado, o futuro pode ser promissor. “É uma renovação e dá uma nova cara para a empresa”, diz Rafael Carlos, de consultoria Alvarez&Marsal, responsável pelo plano de recuperação judicial da construtora.

Para Marcio Loréga, analista da Ativa Investimentos, a valorização de quase 60% no 1º semestre ainda é pequena perto do que o ativo ainda tem a recuperar. “Estamos falando de um papel que, em 2010, estava cotado a cerca de R$ 80”, afirma ele. “Mas ele é muito volátil. Entrar nesse papel é só para investidores com o perfil muitíssimo arrojado, que estejam cientes que a empresa pode, inclusive, quebrar.”

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