Nos últimos 12 meses, findados na última sexta-feira (23), a companhia que mais bonificou os investidores com esse tipo de pagamento foi a Petrobras (PETR4 e PETR3), seguida pela Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e a Vale (VALE3).
O levantamento foi feito por Einar Rivero, head comercial do Trademap, com base no indicador Dividend Yield Total (DYT), que mede a rentabilidade relativa aos dois tipos de proventos (dividendos + JCP). A amostra considera todos os papéis que compõem o Ibovespa, principal índice de ações da B3.
No caso da Petrobras, as ações preferenciais (PETR4) e ordinárias (PETR3) registraram 66,01% e 64,92% de rendimento em proventos. A diferença para a segunda empresa no ranking é gritante: o DYT dos papéis preferenciais da Metalúrgica Gerdau é de 22,36%, enquanto as ações ordinárias da Vale pagaram 18,41% entre dividendos e JCP.
Vale lembrar que, embalada pelo bom momento dos preços do petróleo, a Petrobras anunciou pagamento de dividendos recorde este ano.
Como interpretar o Dividend Yield
Uma boa forma de entender o Dividend Yield é comparar o múltiplo com outra referência de mercado, como o CDI, taxa bem próxima a de juros Selic. Nos últimos 12 meses, entre 23 de setembro de 2021 e 23 de setembro de 2022, o CDI acumulado foi de 10,7%, por exemplo. Isso significa que a Petrobras, com seu DYT de mais de 60%, pagou cerca de 400% do CDI em proventos no mesmo período.
Entretanto, além de um bom DY, a empresa também precisa apresentar fundamentos sólidos para justificar o aporte. A PETR4 está entre as principais recomendações da corretora Ágora para setembro. A casa ressalta que a petroleira é uma boa opção para quem busca dividendos, mas que é preciso avaliar os riscos associados às eleições.
“É importante que os investidores avaliem as sinalizações que serão dadas pela gestão, principalmente em relação à política de preços dos combustíveis”, afirma a Ágora.
Veja o ranking completo: