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Mercado

“Vida que segue”: o mercado está subestimando ataques bolsonaristas?

A percepção de risco com o Brasil pode ter mudado após a invasão em Brasília. Veja a opinião dos analistas

Por Jenne Andrade

10/01/2023 | 4:55 Atualização: 10/01/2023 | 7:44

Golpistas invadem o Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: REUTERS/Adriano Machado
Golpistas invadem o Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: REUTERS/Adriano Machado

Manifestantes bolsonaristas invadiram no domingo (8) o Congresso Nacional, depredaram as instalações e ameaçaram jornalistas. A ação violenta tinha como objetivo reivindicar uma “intervenção militar” para depor o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O episódio se torna um dos mais graves ataques à democracia brasileira, em um espelho do que foi a invasão ao Capitólio, nos Estados Unidos.

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No Ibovespa, entretanto, o tsunami que invadiu o Planalto se traduziu em uma “marolinha”. O índice chegou a cair 0,6% no início da manhã da segunda-feira (9), mas logo inverteu o sinal e fechou o dia em alta de 0,15%, aos 109.129,57 pontos. “Se não houver novos ataques até esta terça-feira, é vida que segue. O impacto desses atos é muito limitado”, explica Flávio Conde, analista de ações da Levante Ideias de Investimentos.

A indiferença do Ibovespa causou certa indignação nas redes sociais. “O deus mercado suporta o fim da democracia, mas não suporta a justiça social”, disse um usuário do Twitter. Afinal, por que a reação dos investidores foi tão “modesta”? O mercado estaria subestimando ou ignorando o risco à democracia?

Confiança nas instituições

Os especialistas consultados pelo E-Investidor apontam duas razões para a subida do Ibov. A primeira delas é o entendimento de que os atos antidemocráticos fracassaram e não vão gerar rupturas institucionais. Há também muita confiança nas instituições brasileiras. “O mercado está dando um voto de confiança para o governo, no sentido de que os investidores esperam que seja possível controlar essa situação rapidamente”, afirma Conde, da Levante.

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Juan Espinhel, especialista da Ivest Consultoria, também ressalta que a resposta rápida e firme das lideranças políticas ao episódio “lamentável” ajudou a dissipar inseguranças nos investidores.

No próprio domingo, o presidente Lula decretou intervenção federal na segurança pública de Brasília. Até o meio da tarde da segunda, 1.200 bolsonaristas haviam sido presos, segundo informações da Agência Brasil. O ministro Alexandre de Moraes já afastou por 90 dias o governador do DF, Ibaneis Rocha, em função da suposta complacência dele em relação à invasão. “Se o mercado tivesse aberto enquanto os ataques ocorriam, com certeza o Ibov teria caído 5% no mínimo. Contudo, a resposta institucional foi bem rápida e foi dos três poderes em conjunto. No final, a mensagem foi de que a segurança institucional brasileira está garantida”, diz Espinhel.

A segunda razão pelo qual o índice não cedeu foi a conjuntura internacional positiva. Na sessão, os preços do barril de petróleo brent e WTI avançaram 1,48% e 1,38%, o que deu fôlego para a bolsa brasileira, bastante influenciada pela negociação de commodities, se segurar no campo positivo. “Os principais mercados internacionais operavam em alta também. O bom humor global ajudou a impulsionar os negócios”, diz Espinhel.

Mário Lima, analista sênior de política e macroeconomia da Medley Advisors, explica que o câmbio tende a ser uma boa ferramenta para medir a preocupação dos estrangeiros em relação ao Brasil. O dólar encerrou o dia em alta de 0,41%, a R$ 5,25, o que significa uma percepção de aumento de risco em relação ao País. “Os grupos terroristas que invadiram os prédios no domingo são minoritários. E majoritariamente a população se posicionou contra, a reação foi muito contrária à violência que os caras fizeram. Há uma expectativa de que as instituições serão capazes de dar a devida resposta. Seja processando e prendendo os autores, chegando aos financiadores e que isso quebre a espinha dorsal desse movimento”, afirma Lima.

Risco Brasil e termômetro de ética

Para Lima, da Medley Advisors, mesmo com o sentimento de que a tentativa de golpe bolsonarista não passa de uma aventura, a percepção de risco em relação ao Brasil aumentou. Agora, é preciso acompanhar se essa elevação das incertezas será de curto ou longo prazo. Tudo depende, segundo o analista, de como essa situação será encaminhada daqui para frente.

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“O mercado está precificando um risco maior. Não dá para falar que houve pânico, mas houve um aumento das incertezas”, explica Lima. “Eu acredito que se as pessoas continuarem sendo presas, os mandantes e financiadores forem pegos e não tivermos mais nenhuma situação de caos social, esse risco deve baixar e responder a outros fatores. E fatores econômicos, não políticos.”

Leandro Siqueira, sócio da casa de análise Varos, ressalta que a “falta de reação” do Ibovespa não significa que o mercado concorde com os atos antidemocráticos. Na verdade, os investidores não consideram que os ataques desembocarão em uma ruptura, por isso não houve sangria nas negociações.

“Se os investidores acreditassem que há um risco concreto de a democracia ruir, isso seria precificado, impactaria a bolsa e várias coisas. Os investidores estrangeiros ficariam receosos de deixar o dinheiro aqui, sabendo que o sistema que rege a nação inteira rem risco de mudar”, afirma Siqueira. “Não há essa crença de que existe a possibilidade de golpe, apesar de todos considerarem o que aconteceu uma infâmia tremenda.”

Siqueira concorda, entretanto, que os atos bolsonaristas são péssimos para a imagem do Brasil no exterior e para todos que estão no mercado. “O investidor lá fora olha para cá como se fosse uma república de bananas, com um risco tremendo, mas não acham que existe alguma chance do sistema político mudar. E como não há essa chance, ninguém quer tomar uma atitude isolada de vender todos os títulos públicos brasileiros e comprar dólar”, afirma.

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Outro fator ressaltado pelo sócio da Varos é de que o Ibovespa reflete mudanças nas perspectivas econômicas e não é um termômetro moral da sociedade. Essa também é a visão de Ariane Benedito, economista especialista em mercado de capitais. “Manifestações de rua tem pouco impacto direto no mercado”, afirma. “A não ser, claro, que sejam paralisações dos caminhoneiros, que impactam rapidamente a economia.”

Benedito afirma também que os ativos já estão bastante descontados pelo aumento do risco fiscal, devido às sinalizações do novo governo em direção a aumentar gasto público. “Não há espaço para precificar uma instabilidade política de impacto indireto”, diz.

Tudo pode mudar (e para pior)

Mesmo confiante nas instituições, o mercado não está subestimando o risco à democracia e continua acompanhando de perto o desenrolar das tensões políticas no país.

Para os analistas, o pior cenário a partir de agora é de que os atos, como os de domingo, voltem a acontecer e incluam novos segmentos da sociedade, como os caminhoneiros. “Seria economicamente muito ruim. Se entrar caminhoneiros no meio e as vias ficarem paradas por uma semana ou duas, a bolsa vai cair porque isso precisará ser precificado no resultado das empresas”, explica Conde.

Na visão de Lima, da Medley Advisor, o impacto na Bolsa viria se os ataques escalassem para uma verdadeira ameaça institucional.

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Siqueira, da Varos, reafirma um efeito indireto da invasão ao Congresso: tornar Lula ainda mais forte politicamente para aprovar medidas que ele teria dificuldade, antes dos ataques. “O que eu percebi é que quem estava no meio termo, agora escolheu seu lado. Antes havia a premissa de que um golpe estava longe de ser possível. Pelo que vimos, não está tão longe assim. E ninguém quer estar perto dessas pessoas”, diz Siqueira. “É um poder extra ao Lula.”

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