Os índices futuros de ações norte-americanos caem, sugerindo que Wall Street devolverá parte da alta da véspera, quando as ações da Tesla saltaram 10,09%. A maioria das bolsas europeias têm quedas módicas e, na Ásia, não houve uma única direção. A agenda é escassa e há falta de notícias motivadoras.
De certa forma, a toada dos mercados reflete a espera pela divulgação do CPI dos Estados Unidos, amanhã, que será determinante para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) da próxima semana, e da definição de política monetária do BCE, na quinta. Em Nova York, as ações da Apple devem ficar no radar.
Na tarde de hoje, a multinacional norte-americana deve anunciar novos modelos do iPhone. Na Europa, a Bolsa de Londres sobe após dados de emprego do Reino Unido e queda do índice DAX (relação das 30 companhias abertas de melhor performance financeira da Alemanha). Enquanto o petróleo e o minério de ferro avançam, os retornos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) americanos cediam.
No Brasil
A lateralidade da maioria dos ativos no exterior pode chamar o mercado local para algum ajuste, após o otimismo da véspera, na esteira de perspectivas positivas com a China. Aqui, o IPCA de agosto é destaque, devendo ajustar as apostas para o ciclo de queda da Selic, embora não deva alterar a estimativa de corte de 50 pontos-base, para 12,75% ao ano.
A mediana das estimativas na pesquisa Projeções Broadcast é de alta de 0,28% (de 0,12%). Um resultado mais fraco que o esperado pode aliviar mais a curva de juros, em meio ainda ao recuo dos títulos dos EUA. Ontem, a curva foi para baixo, assim como o dólar (-1,04%, a R$ 4,9312), enquanto o Ibovespa subiu 1,36%, aos 116.883,34 pontos.
Agenda
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA de agosto às 9 horas. O Tesouro faz leilão de pós-fixados (11h). O Banco Central realiza leilão de swap cambial (das 11h30 às 11h40).
No exterior, será divulgado relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).