No Brasil, o IPCA de fevereiro veio acima da mediana das estimativas e refletiu na alta dos juros futuros de curto e médio prazos. O índice de 1,10% superou o consenso de 0,94%, mostrando praticamente o dobro da inflação em janeiro, na taxa mais alta para o mês desde 2015. Neste contexto, as apostas para o Copom de março seguem divididas, com leve vantagem para a alta de 1,25 ponto porcentual da Selic ante a de 1 ponto, mas com o mercado projetando taxa para o final do ciclo de aperto monetário mais elevada. Isto porque nos próximos meses ainda vão impactar na inflação os efeitos da guerra no leste europeu via commodities e o reajuste dos derivados da Petrobras.
As taxas longas operavam com viés de baixa, com a leve melhora baseada no ambiente externo. O Ibovespa tentou acompanhar o ritmo das bolsas no exterior, mas as preocupações com o cenário inflacionário e com o aperto na Selic pesaram. Próximo as 13:30 horas, o índice negociava ao redor dos 113.400 pontos, com queda de aproximadamente 0,3%.O dólar teve uma manhã de volatilidade, acompanhando as oscilações do petróleo, mas firmou-se em alta ante o real no começo da tarde, tendência vista também em relação a outras moedas emergentes.