Hoje, não está caro, mas o mar já não está tão cheio de oportunidades quanto antes. “O mercado não é mais de oportunidade geral, é um mercado muito mais de seleção de papéis”, afirma Gardimam. “Essa é a mensagem principal para o investidor: ele precisará de muito mais assessoramento nos nomes que compra.”
A Ágora Investimentos ainda mantém as principais recomendações de compra concentradas em ações de grandes empresas, como Itaú (ITUB3; ITUB4), Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4). Entretanto, apesar de acreditar que o fluxo estrangeiro continue positivo para essas companhias nos próximos meses, a corretora já começa a investigar mais de perto as small caps, empresas de menor capitalização.
Isto porque o fluxo gringo está concentrado nas maiores empresas da Bolsa, que acabam acumulando, também, as maiores pernadas de alta no ano.
“Não é hora de lutar contra tendências”
É difícil cravar até onde o Ibovespa deve chegar no final de 2026. O fluxo estrangeiro de mais de R$ 40 bilhões, já superior a todo o ano de 2025, foi uma surpresa que mexeu com as projeções. Agora, devem entrar nos cálculos a queda do dólar, o esperado início dos cortes de juros no Brasil e, mais adiante, as eleições presidenciais.
Para Gardimam, frente a todos esses fatores, a conclusão é de que também não é o momento de “lutar” contra grandes tendências – como a de alta da Bolsa. Ou seja, não é hora de apostar contra o Ibovespa. “Há um bom consenso, olhando de hoje para o final do ano, de que o Ibov é para cima”, diz.
Dalton Gardimam concedeu uma entrevista exclusiva ao E-Investidor sobre como investir na Bolsa em março. Confira a íntegra a seguir: