Em Nova York, os índices futuros operam com leve viés positivo, sinalizando uma tentativa moderada de alta. Já as bolsas europeias apresentam desempenhos variados, refletindo a ausência de um direcionador único para o mercado no início do pregão.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para o Nikkei, principal índice da Bolsa de Tóquio, que renovou recordes históricos, impulsionado por ações de grandes empresas exportadoras e pelo ambiente de juros ainda baixos no Japão.
No mercado de câmbio, o dólar recua frente ao iene japonês, moeda tradicionalmente vista como porto seguro em momentos de maior cautela. Ao mesmo tempo, os Treasuries registram queda nos rendimentos, movimento que costuma indicar busca por ativos mais seguros e expectativa de juros mais baixos à frente.
Entre as commodities, o petróleo oscila próximo da estabilidade, em meio a balanços entre perspectivas de demanda global e ajustes na oferta. Já o minério de ferro encerrou o pregão praticamente estável na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 109,99 por tonelada, refletindo um equilíbrio momentâneo entre produção e consumo no maior mercado global da commodity.
No Brasil, as atenções se voltam para a divulgação do IPCA de janeiro (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do País. O dado de janeiro avançou 0,33%, mantendo o mesmo ritmo observado em dezembro e vindo dentro das expectativas do mercado, o que sinaliza a continuidade do processo de desinflação no início de 2026, ainda que com oscilações no curto prazo.
Com isso, a inflação acumulada em 12 meses acelerou para 4,44%, ante 4,26% no encerramento de 2025.
A agenda doméstica também inclui falas de autoridades econômicas, que podem influenciar as expectativas do mercado, além da divulgação de balanços corporativos relevantes, importantes para o desempenho das ações na Bolsa brasileira.
Em conjunto, o ambiente externo de fôlego moderado e a oscilação das commodities tendem a influenciar o humor dos ativos locais ao longo do dia. Enquanto isso, as ADRs brasileiras (American Depositary Receipts) operam com sinal indefinido no pré-mercado, sem indicar uma direção clara para a abertura no Brasil.