Em Nova York, os contratos futuros das bolsas operam sem direção única, refletindo a cautela dos investidores. Já na Europa, os principais índices acionários apresentam desempenho misto, em meio à temporada de balanços corporativos.
Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão majoritariamente em alta, em movimento de recuperação técnica mesmo diante de dados fracos do varejo norte-americano, que indicaram desaceleração no consumo. No mercado de commodities, o petróleo avança cerca de 1%, com investidores monitorando negociações diplomáticas e tensões geopolíticas que podem afetar a oferta global da commodity. O minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian, na China, registra leve recuo de 0,07%, cotado a US$ 110,32 por tonelada.
No Brasil, os ativos domésticos tendem a reagir tanto ao ambiente externo ainda cauteloso quanto à agenda local. O mercado acompanha as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participa de evento pela manhã. Declarações de dirigentes da autoridade monetária costumam influenciar as expectativas para a taxa básica de juros, a Selic.
No cenário internacional, a desaceleração dos rendimentos dos Treasuries e a queda do dólar frente a outras moedas podem aliviar parte da pressão sobre os ativos brasileiros, especialmente câmbio e juros. Ainda assim, investidores mantêm atenção redobrada após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ter mostrado deterioração em alguns de seus núcleos.
Entre as empresas brasileiras listadas no exterior, as ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras apresentavam leve alta no pré-mercado. Os investidores também acompanham a divulgação dos dados de produção da estatal, além dos resultados trimestrais de companhias como Suzano, Banco do Brasil e TIM ao longo do dia.