• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

O que os fundos multimercados estão fazendo para não perder dinheiro em 2024

Em média, fundos acumulam desvalorização de 0,38% no ano; gestores estão revendo as estratégias

Por Jenne Andrade

20/05/2024 | 3:00 Atualização: 20/05/2024 | 7:27

Multimercados enfrentaram dificuldades com revisão de perspectivas (Foto: Patpitchaya/Shutterstock)
Multimercados enfrentaram dificuldades com revisão de perspectivas (Foto: Patpitchaya/Shutterstock)

Um ano “difícil” para ganhar dinheiro: com seus menos de cinco meses de duração, 2024 já pôs à prova as principais apostas dos gestores de fundos multimercados para o período. Praticamente, tudo que era consenso no último trimestre de 2023, como o “iminente” corte de juros nos EUA e a apreciação do real contra o dólar, não resistiu à virada do exercício.

Leia mais:
  • As estratégias de sobrevivência das assets em períodos voláteis
  • Vibra dá "calote" em CRIs e abre precedente perigoso no mercado imobiliário
  • Elemento surpresa na Gafisa, ele embolsou R$ 44 milhões e "sumiu"
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Diferentemente do que era projetado pelo mercado no ano passado, hoje ainda não se tem visibilidade sobre quando acontecerá o afrouxamento monetário norte-americano. As taxas dos fed funds seguem entre 5,25% e 5,5% ao ano, maior patamar em mais de duas décadas – o que castiga os ativos de risco pelo mundo e tira atratividade, principalmente, de mercados emergentes. A B3, por exemplo, perdeu R$ 32 bilhões em capital estrangeiro que, em parte, foi redirecionado para a renda fixa americana.

Já o dólar acumula uma alta de 5% sobre a moeda nacional, refletindo não só as surpresas na política monetária americana, mas o aumento do risco fiscal no Brasil.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

“O ano todo está sendo muito difícil”, diz Alexandre Costa, analista de fundos da Empiricus Research. “Muitos multimercados perderam bastante em posições aplicadas (apostas na queda) em juros, tanto lá nos EUA quanto no Brasil. Também tínhamos visto no início do ano vários gestores serem vocais em posições compradas em real.”

O resultado da revisão das expectativas e quebra das principais apostas é traduzida na performance da classe. O Índice de Hedge Funds, parâmetro para os multimercados, registra uma variação de -0,38% no ano, contra um CDI de 3,9%. Os dados são de Einar Rivero, da Elos Ayta.

Abril de perdas

O pior mês de 2024 para os multimercados foi abril, quando dois fatores sacramentaram a aversão a risco e a “quebra de teses”. O primeiro foi a revisão das metas fiscais do arcabouço, oficializada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na divulgação do orçamento para o ano que vem. No final, foi empurrada para o ano que vem a entrega do “déficit zero”.

  • Leia também: Dólar dispara após falas de Haddad. O que esperar nos próximos dias?

O segundo fator foi a inflação americana medida pelo CPI, que mostrou aceleração de 3,5% em março e inflamou a visão de que os EUA terão juros altos por mais tempo, na contramão do esperado. Tudo isso provocou uma forte abertura da curva de juros brasileira, com os títulos públicos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+ ou NTNBs) chegando ao ápice de rendimento real de 6%.

“Boa parte do componente negativo dos retornos dos fundos multimercados em 2024 vem por conta das performances em abril. Após a publicação do CPI norte-americano, o mercado passou a ter uma mudança relevante nas expectativas de juros nos EUA”, diz Gabriel Tossato da Siva, especialista de investimentos. “Foi uma mudança de chave, isso reprecifica todo o ativo de risco global, e muitos fundos tinham tomado risco em pontas compradas.”

Em parte, o sentimento dos gestores é de uma espécie de “traição”. Vale lembrar que foram os próprios bancos centrais, como o Fed, que soltaram sinalizações ao mercado e impulsionaram a visão de cortes de juros em 2024

Publicidade

“Um grande erro de toda indústria (de multimercados), e do Fed e outros bancos centrais, inclusive, foi imaginar que esse ciclo de maré baixa, de inflação alta, de juros altos para combater a inflação, estava se revertendo na virada de 2023 para 2024”, afirmou Bruno Serra, gestor da Itaú Asset e responsável pela família “Janeiro” de fundos, durante evento promovido pela TAG Investimentos na semana passada.

Ainda que o Itaú Flex Prev Janeiro Multimercado esteja com retorno positivo, de 0,52% ao ano, Serra era uma das vozes que na virada do ano também apostava em um cenário mais benigno, como em um câmbio controlado. “Nessa eu errei”, afirmou o gestor. O pior mês para o fundo foi abril, quando o produto apresentou uma queda de 0,39%.

Essa também é a visão da gestora Kinea. “A lição aprendida pelo mercado nesse início de ano é que forward guidance por parte dos Bancos Centrais nada mais é que uma aposta educada por partes dos seus membros sobre a trajetória futura da atividade econômica e da inflação, e que pode desviar substancialmente dos dados observados em períodos subsequentes.

Um golpe fiscal

O agravamento das perspectivas fiscais também não estava totalmente no radar. Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset e famoso gestor do fundo multimercado Verde, afirmou em evento promovido pela gestora no início deste mês que 2024 está sendo “extremamente frustrante e decepcionante”.

No ano, o Verde FIC FIM apresenta retorno de -1,76%, com o pior mês detrator em abril, quando houve queda de 3,83%. A principal perda, segundo o gestor, vem de títulos de inflação carregados pelo fundo desde 2007, em função da abertura da curva de juros no ano.

Publicidade

“As posições do fundo tiveram uma mudança bem razoável em relação a risco Brasil depois da divulgação do orçamento para o ano que vem. Foi quando caiu a ficha de como eu pude acreditar que haveria um mínimo de responsabilidade nesse governo, cujo único objetivo não seja ganhar a próxima eleição”, afirmou Stuhlberger. “Eu me penitencio por ter acreditado que o PT (Partido dos Trabalhadores) poderia minimamente ter alguma seriedade fiscal.”

Paralelamente a uma conjuntura de baixa previsibilidade, os multimercados ainda precisam lidar com um alto volume de resgates. Em 2023, foram R$ 176 bilhões, o maior montante já registrado em um ano pela série histórica produzida pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Este ano, até abril, foram R$ 41,3 bilhões em resgates.

“Isso dificulta a alocação por parte dos gestores na busca por melhores resultados porque para devolver o dinheiro ao investidor é necessário que o fundo venda alguns de seus ativos, normalmente com marcação à mercado”, afirma Norberto Sangalli, broker da mesa de renda variável da Nippur Finance. “Isso cria distorções no mercado e muitas vezes os papéis negociam contra o fundamento”, disse Frederico Gouveia, gestor da Solana Capital, durante o evento TAG Summit.

Recalculando a rota

Frente à virada do jogo em 2024, os fundos multimercados estão revendo suas estratégias. Stuhlberger, da Verde, vendeu toda a posição do produto em Tesouro IPCA+ e aumentou a exposição aos títulos americanos de inflação. O objetivo dele é ter exposição ao mesmo ativo, mas fugindo dos riscos fiscais no Brasil, acentuados após a revisão das metas do arcabouço.

O fundo Verde também reduziu a exposição à Bolsa brasileira de 15% para 10% do portfólio – um movimento que é tendência na indústria. “Como eles foram perdendo sequencialmente bastante dinheiro e houve a redução das convicções pelas incertezas lá fora, os multimercados estão com um nível de risco muito mais baixo”, afirma Costa, da Empiricus.

Publicidade

Kaique Fonseca, economista e sócio da A7 Capital, aponta que no geral estão se destacando os multimercados voltados ao mercado internacional. Isto porque, mesmo em meio a juros mais altos, as bolsas americanas ainda performam bem. S&P500, Doe Jones e Nasdaq sobem 11,18%, 6% e 11,16% no ano. “A subclasse de multimercado que está se destacando é a de investimentos específicos, o que não nos ajuda a tirar nenhuma conclusão, e os voltados ao mercado internacional.”

Entretanto, há quem esteja querendo aproveitar o desconto no mercado brasileiro. Em 2024, o Ibov cai 4,5%. Alexandre Miguel, gestor da RPS Capital, aponta a troca de empresas de setores mais cíclicos e impactados pelos juros, como construtoras, para papéis que têm uma proteção mais natural contra a inflação, como shoppings.

“Hoje vemos fundos multimercados pouco alocados (em Bolsa brasileira), níveis parecidos com o de 2016, no governo Dilma Rousseff”, disse Miguel, durante o evento TAG Summit. “Mas achamos que é importante ter uma exposição à Bolsa hoje, dado o nível de preço que estamos vendo em alguns ativos.”

Gouveia, gestor da Solana Capital, também segue essa linha. “O cenário é delicado, mas a gente acha que tem prêmio, então estamos mais alocados”, disse. “Vemos empresas de utilities com altas taxas internas de retorno, com previsibilidade de fluxo de caixa. Shopping a gente gosta, também tem construtoras de baixa renda, setor que bem ou mal é protegido por políticas de governo”, diz.

Publicidade

Olhando para frente, as incertezas continuam. Entretanto, a nova tese é de que a indústria de fundos multimercados vai poder respirar melhor depois que os cortes de juros nos Estados Unidos acontecerem.

“Eu acho que estamos seis meses à frente dessa virada, onde a classe de multimercados vai voltar a se diferenciar frente aos outros índices de beta, seja renda fixa ou bolsa”, diz Serra, da Itaú Asset, que começou a montar uma posição pequena em Bolsa há duas semanas. “Estamos começando a gostar do valor do Ibov”, afirma.

  • Leia também: “Bolsa acelera quando o juro real cair abaixo de 6%”, diz Itaú (ITUB4)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ágora Investimentos | E-Investidor
  • Certificados de Depósitos Interbancários (CDI)
  • Conteúdo E-Investidor
  • Federal Reserve System (Fed)
  • Fundos de investimento
  • Fundos multimercados
  • Taxa de juros
Cotações
15/01/2026 21h23 (delay 15min)
Câmbio
15/01/2026 21h23 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Reag em liquidação: o que acontece agora com os investidores e fundos?

  • 2

    FGC paga quem perdeu dinheiro na liquidação da CBSF (ex-Reag)?

  • 3

    Caso Master expõe riscos de CDBs, coloca FGC sob pressão inédita e dá lição a investidor

  • 4

    Dois meses de espera por pagamento do FGC transformam CDB do Master em 99% do CDI

  • 5

    Caso Banco Master reacende debate sobre regras do FGC; veja o que pode mudar para o investidor

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Saiba quais famílias podem receber acréscimo de R$ 150 no pagamento do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Saiba quais famílias podem receber acréscimo de R$ 150 no pagamento do Bolsa Família
Imagem principal sobre o Quantas vezes posso solicitar o saque calamidade?
Logo E-Investidor
Quantas vezes posso solicitar o saque calamidade?
Imagem principal sobre o Como motoristas de Uber podem se beneficiar pelos novos descontos do IR?
Logo E-Investidor
Como motoristas de Uber podem se beneficiar pelos novos descontos do IR?
Imagem principal sobre o 2 informações que você deve atualizar no CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
2 informações que você deve atualizar no CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o Saldo retido do FGTS: saiba quem tem direito ao saque
Logo E-Investidor
Saldo retido do FGTS: saiba quem tem direito ao saque
Imagem principal sobre o A renda familiar mudou? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
A renda familiar mudou? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o Bolsa Família: veja condições para receber o acréscimo de R$ 150
Logo E-Investidor
Bolsa Família: veja condições para receber o acréscimo de R$ 150
Imagem principal sobre o Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Logo E-Investidor
Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Últimas: Mercado
Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) e Magazine Luiza (MGLU3) saltam; Smart Fit (SMFT3) tem maior queda
Mercado
Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) e Magazine Luiza (MGLU3) saltam; Smart Fit (SMFT3) tem maior queda

Dados de varejo ficaram no radar no Brasil, enquanto tensões entre EUA e Irã aliviaram no exterior

15/01/2026 | 19h25 | Por Beatriz Rocha
Vibra (VBBR3) troca CFO: veja como o mercado avalia o novo comando financeiro da maior distribuidora de combustíveis do Brasil
Mercado
Vibra (VBBR3) troca CFO: veja como o mercado avalia o novo comando financeiro da maior distribuidora de combustíveis do Brasil

Nomeação de Mauricio Teixeira surpreende analistas, mas XP destaca experiência diversificada e vê continuidade na estratégia financeira da Vibra (VBBR3)

15/01/2026 | 12h06 | Por Isabela Ortiz
FGC paga quem perdeu dinheiro na liquidação da CBSF (ex-Reag)?
Mercado
FGC paga quem perdeu dinheiro na liquidação da CBSF (ex-Reag)?

Fundo garantidor esclarece que Reag não emitia produtos bancários; clientes são cotistas de fundos, não credores da instituição

15/01/2026 | 11h30 | Por Isabela Ortiz
O que é uma liquidação extrajudicial e o que leva o Banco Central a retirar uma instituição do mercado?
Mercado
O que é uma liquidação extrajudicial e o que leva o Banco Central a retirar uma instituição do mercado?

Decisão do Banco Central que retirou a CBSF (ex-Reag DTVM) do mercado reacende discussões sobre o regime de resolução, seus efeitos práticos e o papel do regulador na contenção de riscos sistêmicos

15/01/2026 | 09h58 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador