• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

“O Brasil se aproxima de um cenário de dominância fiscal”, diz AZ Quest

O estrategista-chefe André Muller analisa os desafios fiscais e oportunidades no Brasil e nos EUA

Por Leo Guimarães

16/12/2024 | 3:00 Atualização: 16/12/2024 | 18:32

André Muller analisa cenários econômicos para relacionar preços de ativos. Foto: AZ Quest
André Muller analisa cenários econômicos para relacionar preços de ativos. Foto: AZ Quest

Com 15 anos de experiência no mercado financeiro, André Muller, estrategista-chefe da AZ Quest, diz que o Brasil enfrenta um desafio de credibilidade fiscal neste momento. Não só do governo, mas do Congresso também.

Leia mais:
  • Fundo Verde, de Stuhlberger, vê credibilidade fiscal jogada fora e se protege da exposição a ativos brasileiros
  • Dólar hoje fecha em queda com alívio fiscal, mas se mantém acima de R$ 6
  • Nvidia (NVDC34): CEO explica por que a volta de Trump à presidência dos EUA pode afetar resultados
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O receio é de que os parlamentares façam ajustes nos projetos do pacote fiscal do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Uma preocupação que já foi precificada pelo mercado. “Os preços das ações estão bem deteriorados”, diz.

O cenário tem desafiado o Banco Central. À medida que os juros continuam subindo, com uma dívida pública cada vez mais alta, “o País vai se aproximando desse contexto de dominância fiscal” (termo que representa um descontrole sobre a trajetória da inflação em reflexo de um salto nos gastos públicos), diz Muller. “E esse é um quadro que a autoridade monetária nunca admitiria, pois indicaria perda de controle da moeda e dos preços.” Na avaliação do estrategista-chefe, um risco que ainda não foi contido pelo BC.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Apesar da perspectiva sombria, Muller vê oportunidades em ativos brasileiros no longo prazo. “O quadro atual é insustentável, mas que deve ser revertido nos próximos anos”. Essa melhora viria de um compromisso renovado com a responsabilidade fiscal. Mas, enquanto se espera, ele prevê bons retornos para quem tem paciência. “Tudo depende do horizonte, num prazo mais longo tem ativos brasileiros baratos.”

E-Investidor – O governo afirma que a economia brasileira vai bem, com PIB acima de 3% ao ano e pleno emprego. O senhor considera a economia aquecida ou superaquecida?

André Muller – Sim, a economia dá sinais de crescimento acima do potencial. O ritmo do consumo, o PIB com absorção doméstica próxima de 5%, alta nas importações, dinâmica inflacionária e desemprego baixo compõem um quadro de uma economia acima de seu potencial.

Diante dos desafios fiscais, o que esperar do dólar, juros, PIB e investimentos em 2025 e 2026?  

Publicidade

Os ativos dependerão do rumo da política fiscal e da aprovação de medidas do pacote fiscal no Congresso. Embora não resolvam o aumento da dívida, podem desacelerar o crescimento das despesas. Isso tende a levar a uma desaceleração econômica no ano que vem, junto com aperto de juros. A dúvida  é se o governo manterá o aperto fiscal ou adotará medidas anticíclicas, que elevariam o risco e afetariam negativamente os ativos. A melhora exige menor crescimento econômico, reduzindo pressão sobre juros, e aprovação das medidas fiscais. Qualquer desvio nessas duas frentes pode aumentar o prêmio de risco, dificultando a estabilização da dívida.

  • Leia mais: O que o mercado pode esperar da reforma tributária e do pacote fiscal nesta semana?

Como o Sr. avalia o pacote de Haddad? 

As medidas são suficientes para mostrar, em planilhas, que o teto de gastos será respeitado, o que permitiria desaceleração econômica e menor pressão inflacionária. Mas sem credibilidade e com expectativas desancoradas, você começa a trabalhar com cenário de inflação persistente, mesmo com desaceleração econômica, como no final do governo Dilma. Pressões de custo, câmbio depreciado e incertezas levam empresas a reajustar preços com frequência. Isso tudo gera uma dificuldade da inflação ser contida só pela abertura do hiato [capacidade ociosa]. Sem confiança, juros altos e câmbio valorizado podem pesar mais sobre famílias e empresas, reduzindo a atividade e tornando o cenário projetado pelo governo mais improvável.

O que pode acalmar os mercados e o que pode gerar mais incertezas? 

Medidas adicionais bem explicadas poderiam dar mais sustentabilidade ao arcabouço, mas isso parece improvável no curto prazo. Outra possibilidade seria a desaceleração da inflação, vinda de um choque de preços mais baixos, algo difícil em um cenário de choques inflacionários por câmbio e alimentos. O Banco Central poderia agir com maior credibilidade, mas, com a política fiscal sob desconfiança, sua capacidade de resolver a situação é limitada. No curto prazo, há pouca chance de fatores que reduzam o risco.

Publicidade

O Sr. está descrevendo um cenário de dominância fiscal?  

Com juros e dívida em alta, o País se aproxima desse cenário. O Banco Central nunca admitirá dominância fiscal, pois isso indicaria perda de controle, com mais juros puxando mais inflação. Sem recomposição da credibilidade fiscal, mesmo decisões conservadoras do BC não resolverão o problema e podem acelerar uma ruptura, já que juros mais altos aumentam o custo da dívida e ampliam o risco de dominância fiscal.

Com a bolsa americana em alta histórica após a vitória de Trump e o Brasil enfrentando uma crise fiscal, qual é o melhor caminho para investimentos? 

Hoje há mais opções para investidores, incluindo acesso a ativos no exterior, que fazem sentido dependendo do perfil de risco e horizonte. O Brasil vive um cenário de baixa previsibilidade para juros, câmbio e ações. Historicamente, crises profundas renderam retornos positivos no longo prazo, pois o quadro atual é insustentável e deve se reverter nos próximos anos. Para um horizonte curto, é melhor buscar mercados externos. Tudo depende do horizonte, se a pessoa trabalha com o horizonte um pouco mais longo, tem, de fato, ativos brasileiros baratos.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • ativos
  • Brasil
  • Congresso
  • Conteúdo E-Investidor
  • Fernando Haddad
  • fiscal
  • Investimentos
  • mercado
Cotações
25/03/2026 18h10 (delay 15min)
Câmbio
25/03/2026 18h10 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje sobe mais de 3% e salta quase 6 mil pontos após Trump pausar ataques ao Irã; dólar cai a R$ 5,24

  • 2

    Conflito de interesses impulsiona migração da assessoria para consultoria. O fee fixo é para todo mundo?

  • 3

    Nubank vai pagar até R$ 6 mil de cashback para clientes que transferirem investimentos para o banco

  • 4

    Petróleo caro vai além da Petrobras: veja empresas que podem ganhar ou perder na Bolsa

  • 5

    Imposto de Renda 2026: veja regras, prazos, tabela atualizada e quem deve declarar

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: quem vendeu imóvel residencial deve declarar?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: quem vendeu imóvel residencial deve declarar?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: quem vendeu ações na Bolsa de Valores deve declarar?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: quem vendeu ações na Bolsa de Valores deve declarar?
Imagem principal sobre o Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Aposentados e pensionistas INSS: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Aposentados e pensionistas INSS: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 12 contribuintes obrigados a declarar neste ano
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 12 contribuintes obrigados a declarar neste ano
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: tem pagamento do benefício hoje (25)?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: tem pagamento do benefício hoje (25)?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: qual é o prazo para resgatar o prêmio?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: qual é o prazo para resgatar o prêmio?
Últimas: Investimentos
Update FGC: fundo já pagou mais de 50% das garantias do Pleno e quase 96% do Master
Investimentos
Update FGC: fundo já pagou mais de 50% das garantias do Pleno e quase 96% do Master

Caso mais complicado é o do Will Bank, cujo liquidante ainda não compartilhou com o FGC a lista completa de credores

25/03/2026 | 16h28 | Por Luíza Lanza
Cortes na Selic: XP, BTG e C6 abrem o jogo sobre os juros e o que vem pela frente
Investimentos
Cortes na Selic: XP, BTG e C6 abrem o jogo sobre os juros e o que vem pela frente

Ata do Copom reforça tom cauteloso do Banco Central em meio a incertezas externas e abre espaço para diferentes ritmos de cortes das taxas

25/03/2026 | 10h31 | Por Isabela Ortiz
Dividendos acima da Selic: 16 ações superam os 14,75%, mas nem todas inspiram confiança; veja simulações de renda passiva
Investimentos
Dividendos acima da Selic: 16 ações superam os 14,75%, mas nem todas inspiram confiança; veja simulações de renda passiva

Lista inclui papéis de companhias de setores cíclicos, o que adiciona riscos à carteira de renda passiva

25/03/2026 | 05h30 | Por Katherine Rivas
BB Investimentos reduz preço-alvo de Hypera (HYPE3), mas mantém recomendação de compra
Investimentos
BB Investimentos reduz preço-alvo de Hypera (HYPE3), mas mantém recomendação de compra

Mesmo avaliando que o cenário macro segue restritivo para as empresas do setor, banco afirma que a Hypera tem boa geração de caixa

24/03/2026 | 16h33 | Por Crisley Santana

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador