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Mercado

O que você precisa saber antes de investir na Soma (SOMA3), dona da Animale e da Farm

Analistas avaliam que companhia tem grande potencial no mercado com a crise no segmento de moda

Farma é uma das marcas que compõem o portfólio do Grupo Soma (Foto: Divulgação)
  • Apesar do momento complicado na economia, não faltaram interessados na oferta pública inicial de ações (IPO) do grupo, que captou R$ 1,8 bilhão
  • Na sua estreia, a companhia registrou alta de 11,41%, com ação cotada em R$ 11,03 no fim do pregão da sexta-feira (31)
  • Através de uma enquete no Twitter, os leitores do E-investidor escolheram a Soma para uma análise, que mostramos a seguir com a avaliação de especialistas sobre a empresa e o segmento de moda no varejo

O Grupo de Moda Soma SA (SOMA3) estreou com alta na última sexta-feira (31) na B3, e, apesar do pouco tempo, já atrai a atenção de investidores. Dona de nomes de peso da moda brasileira, como Animale e Farm, a Soma foi um dos cases de companhias que abriram capital na bolsa de valores durante a pandemia de covid-19.

Apesar do momento complicado na economia, não faltaram interessados na oferta pública inicial de ações (IPO) do grupo, com captação de R$ 1,8 bilhão. As ações foram definidas em R$ 9,90, no meio da faixa indicativa, entre R$ 8 e R$ 11, definida no prospecto preliminar. A demanda superou a oferta em quase dez vezes.

Além da oferta primária de 136.363.636 novas ações ordinárias, um lote suplementar de 47.727.272 ações foi adicionado. A coordenação do IPO da Soma ficou a cargo do Itaú BBA, J.P. Morgan, Bank of America e XP.

“Essa é a vitória de um time e uma sociedade harmônica, que finalmente atingiu o objetivo de ter uma operação de moda com o capital aberto”, disse o presidente do grupo, Roberto Jatahy, na cerimônia virtual de debute da companhia na B3.

Na sua estreia, a companhia saltou 11,41%, com ação cotada em R$ 11,03 no fim do pregão da sexta-feira (31). E o movimento de alta se manteve também na segunda-feira (3), com cotação de R$ 11,50, um crescimento de 16,16% em relação aos R$ 9,90 na entrada na bolsa. Nesta quarta-feira (4), contudo, os papéis recuaram e fecharam em R$ 11,10

Agora capitalizada, a expectativa é que o grupo vá às compras de outras marcas. Além disso, entre os objetivos com o reforço de caixa, está o pagamento de dividendos devidos referentes a exercícios sociais passados, a amortização ou liquidação de dívidas vigentes, investimentos em tecnologia e omnichannel, e a abertura de novas lojas físicas, bem como a modernização das lojas atuais.

Através de uma enquete no Twitter, os leitores do E-investidor escolheram a Soma para uma análise, que mostramos a seguir com a avaliação de especialistas sobre a empresa e o segmento de moda no varejo.

Quem é a Soma?

O grupo Soma surge em 2014, fruto da fusão de Animale e Farm em 2010. Atualmente, a companhia controla também as marcas A.Brand, Cris Barros, Fábula; Foxton, Maria Filó e Off Premium.

Com forte presença no segmento feminino, a Soma atua na confecção e fabricação de vestuário e acessórios, bem como na comercialização no varejo e atacado, em lojas físicas e comércio eletrônico. Com oito marcas, a companhia possui 282 lojas, das quais 257 são lojas próprias e 25 são franquias.

Como é a sua atuação no mercado?

Ainda que distante de grandes nomes do e-commerce brasileiro, o grupo também tem focado nas vendas digitais durante a pandemia. Ela apostou em uma estratégia chamada de comissionamento cruzado, que consiste em uma venda realizada no e-commerce, mas por intermédio da loja física ou por indicação do vendedor.

Outra inovação é o “código vendedor”, mecanismo pelo qual um vendedor da loja física disponibiliza, através do WhatsApp, um código promocional que gera um comissionamento à vendedora da loja física pela indicação do produto. Uma forma de driblar os efeitos da crise para os trabalhadores da marca.

Como estão as contas da companhia?

No primeiro trimestre deste ano, o grupo reportou prejuízo líquido de R$ 43,5 milhões e lucro de R$ 23,9 milhões. A receita líquida, também nos três primeiros meses de 2020, foi de R$ 294,5 milhões, um aumento de 0,4% em relação antes os R$ 293,3 milhões no mesmo período de 2019.

Já no ano passado, a receita bruta da companhia foi de R$ 1,55 bilhão, um crescimento de 19,2% em relação a 2018, impulsionado pelo e-commerce, segundo o balanço financeiro. A receita líquida cresceu quase 30% em 2019, e atingiu a marca de R$ 1,3 bilhão. Já o lucro líquido foi de 126,8 milhões no último ano, um crescimento de 48% em relação a 2018.

Como o mercado avalia a Soma

O sócio da Acqua Investimentos, Bruno musa, considera o IPO da Soma um “sucesso”, e destaca a demanda maior do que a oferta, com procura estrangeira, mas principalmente da parte institucional e pessoa física. “O varejo vem demonstrando bastante ímpeto durante a pandemia, e vem se recuperando bastante. A gente até vê os números disso em vendas, que vem surpreendendo positivamente”, analisa Musa.

Musa observa, todavia, que os impactos da pandemia no segmento de moda no varejo ainda podem refletir no preço das ações, que, no caso da Soma, já registraram queda em relação à alta da estreia. “No curto prazo, essas ações devem sim sofrer um pouco”, diz o sócio da Acqua Investimentos.

Outro ponto de atenção para Musa é que a empresa, que já atua no comércio eletrônico, ainda está atrasada em relação a outros nomes de peso no e-commerce brasileiro, como Magazine Luiza, Via Varejo e B2W. “São empresas que já vêm se adaptando à nova realidade de ter tecnologia de ponta, com e-commerce muito ativo e números que podem superar, inclusive, as lojas físicas”, reitera Musa.

O economista da Messem Investimentos, Álvaro Villa, considera a marca uma boa opção para quem quer investir no mercado de moda, seja pela estrutura de capital ou pela dinâmica do setor varejista. Com a crise provocada pelo coronavírus, ele acredita que algumas concorrentes perderão força e até poderão fechar.

“O grupo Soma pode ser um player capitalizado para fazer a consolidação do setor (varejista de moda). Gosto bastante dessa alocação”, avalia Villa.

A crise no segmento pode abrir uma oportunidade no mercado para a Soma, que já revelou interesse em adquirir outras marcas. Especula-se que há interesse, por exemplo, na Richards, de moda masculina, pertencente ao grupo concorrente InBrands, que vive uma situação mais delicada.

O Grupo Soma se tornou a 144ª empresa listada no Novo Mercado, segmento da bolsa brasileira com os mais elevados padrões de governança corporativa. Contudo, Villas destaca que é preciso que a empresa priorize a questão da governança corporativa, um problema que ele diz ser antigo no mercado de moda.

“O risco hoje seria ela cometer erros de gestão, que são muito característicos do segmento (de moda). Normalmente, os diretores não são de administração. São pessoas da criação que muitas vezes não têm essas habilidades”, sinaliza o economista da Messem.

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