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Mercado

Ações da Oi caem em meio a aversão ao risco e venda da Infraco

Fundos do BTG Pactual e Globenet arremataram a unidade de fibra ótica da companhia por R$ 12,9 bilhões

Logo da Oi
Logo da Oi. Foto: Paulo Whitaker/Reuters
  • Até 14h desta quinta-feira (8), os papéis da Oi (OIBR3) estavam em queda de 2,55%, aos R$ 1,53
  • O declínio acontece em uma sessão de queda generalizada na Bolsa, com turbulências políticas se acentuando no Brasil e mau humor externo
  • No caso da empresa de telecomunicações, as baixas também vêm na sequência do anúncio de que fundos do BTG Pactual, em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos, arremataram mais de 50% da unidade de fibra ótica (UPI Infraco)

Os papéis da Oi (OIBR3) estavam em queda de 2,55%, aos R$ 1,53 até 14h. O declínio acontece em uma sessão de desvalorização generalizada na Bolsa, com turbulências políticas se acentuando no Brasil e mau humor externo.

“Amanhecemos em um cenário de aversão a risco nos mercados internacionais. Parte dessas incertezas são por conta das preocupações com a nova variante do Coronavírus”, afirma Pietra Guerra, especialista de ações da Clear Corretora, em comunicado à imprensa. “Ontem foi um dos dias de tensão na CPI do Covid com a prisão do ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.”

No caso da empresa de telecomunicações, as baixas vêm na sequência de um anúncio bastante aguardado. Os fundos do BTG Pactual, em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos, arremataram mais de 50% da unidade de fibra ótica (UPI Infraco) da Oi, por R$ 12,9 bilhões, em leilão virtual realizado na última quarta-feira (7).

“Quando analisamos essa venda, não houve nenhuma surpresa, já estava no preço. Acho que a reação que estamos vendo nos papéis representa muito mais um mau-humor generalizado do que algo ligado ao leilão”, explica Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos.

Essa também é a visão de Mario Goulart, analista CNPI da O2 Research. “A venda da Infraco deveria, na verdade, levantar um pouco as ações, já que é um caixa que entra e que não estava previsto no planejamento original da Recuperação Judicial. Entretanto, o mau humor do dia não está ajudando”, diz,

A proposta do BTG foi homologada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro também na quarta, já que a instituição financeira foi a única a participar do evento. O acordo prevê o desembolso de R$ 9,8 bilhões para aquisição e subscrição das ações da InfraCo e um montante adicional de R$ 3,1 bilhões para o capital da unidade – a ser pago em até 90 dias, em moeda corrente e ativos.

Agora os próximos passos da operação é conseguir a anuência prévia da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Parte móvel derruba ações no ano

Entre o primeiro pregão do ano e o fechamento de ontem (7), os papéis OIBR3 registram uma queda de 35%. Segundo Flavio Conde, analista da Levante Investimentos, os impasses relacionados à venda da parte móvel pesaram sobre os ativos.

“No meio do ano passado a Oi recebeu uma oferta para vender a parte móvel por R$ 16 bilhões ao consórcio formado por Tim, Vivo e Claro. Estava todo mundo esperando que a venda fosse aprovada e o dinheiro entrasse no caixa no início deste ano, mas o negocio foi paralisado”, afirma o especialista, lembrando que os concorrentes entraram com processos junto à Anatel e ao Cade para barrar a venda, alegando concentração de mercado.

A decepção dos investidores com o fato de o negócio não ter sido concluído teria contribuído para acentuar as baixas em 2021. “Acredito que a cautela (em relação à OIBR3) deve ser mantida. O investidor não tem a segurança de que a condição financeira da empresa vai melhorar, já que não se sabe quando e nem se a venda da parte móvel será concretizada. Se o negócio realmente sair, aí será muito bom e a ação volta a subir, o problema é saber se isso irá acontecer”, conclui Conde.

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