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Mercado

Por que as ações da Eletrobras caem após privatização

Baixa atinge também o Ibovespa, mas analistas veem movimento de realização de parte dos investidores

Por que as ações da Eletrobras caem após privatização
As ações da Eletrobras abriram o pregão desta segunda-feira (13) em queda. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
  • Depois de concluir o processo de privatização na última semana, as ações da Eletrobras abriram o pregão desta segunda-feira (13) em queda
  • Às 12h50, ELET3 caia 2,49% a R$ 39,98; enquanto ELET6 tinha desvalorização de 0,83%, a R$ 39,37
  • A estreia dos ativos emitidos durante a desestatização coincide com uma queda forte que atinge o Ibovespa e as bolsas estrangeiras, em um dia marcado pela aversão ao risco causada pela inflação e alta de juro

Depois de concluir o processo de privatização na última semana, as ações da Eletrobras abriram o pregão desta segunda-feira (13) em queda. Às 12h50, ELET3 caia 2,49% a R$ 39,98; enquanto ELET6 tinha desvalorização de 0,83%, a R$ 39,37.

A cotação está abaixo do preço de R$ 42 por ação estabelecido durante a oferta de capitalização da companhia. Na sexta-feira (10), no primeiro pregão após a precificação, as ações caíram 4,74% e 6,59%.

Leonardo Piovesan, CNPI e analista fundamentalista da Quantzed, empresa de tecnologia e educação para investidores, explica que tratou-se de um movimento de realização por parte de investidores que aproveitaram a especulação em torno da oferta de capitalização para lucrar.

“Sabendo que haveria uma pressão compradora nos papéis por conta da oferta, o mercado foi empurrando a ação para cima em uma tentativa de surfar na valorização. Na sexta-feira, o pessoal aproveitou para se desfazer dessas posições e buscar a realização. O famoso sobe no boato e cai no fato”, diz.

Matheus Jaconeli, analista de investimentos da Nova Futura Investimentos, destaca que essa queda no curto prazo já era esperada pelo mercado, “Na quinta, dia pré-privatização, ficou evidente a queda que vemos hoje nas ações da empresa pelas taxas dos aluguéis dos papéis, que estavam subindo 30%. Isso significa que muitos investidores estavam comprando para vender após a confirmação da privatização”.

Nesta segunda-feira, porém, o movimento de baixa não é específico da Eletrobras. Uma queda forte  atinge o Ibovespa e as bolsas estrangeiras, em um dia marcado pela aversão ao risco causada pela inflação e alta de juros. Às 12h50, o Ibovespa registrava queda de 2,09% a 103.275,22 pontos.

“Hoje não tem nenhum evento específico. Seria muito difícil ver a ação destoar muito. Não tem nada a ver com a oferta de capitalização ou a empresa, é um movimento de mercado”, afirma Piovesan.

Para Rafael Marques, CEO da Philos Invest, a tendência é que os primeiros dias de negociação sejam desafiadores para a ação da Eletrobras. Além da pressão vendedora de investidores que não pretendiam carregar o papel no longo prazo e estão aproveitando o momento para realizar ganhos, há uma pressão macroeconômica que deve seguir impactando aas bolsas de valores. “O cenário global se deteriorou com os últimos dados de inflação nos EUA. Esses dados fizeram com que as taxas dos títulos públicos americanos, principalmente os com vencimento de 10 anos, subissem mais e aumentasse o risco nos demais ativos”, explica.

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