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Mercado

Ao vencedor, as batatas: quem ganha com a alta da inflação dos alimentos

O mês de novembro registrou a maior inflação para o mês em cinco anos. O resultado superou as expectativas até dos mais pessimistas

Batatas
(Foto: Envato Elements)
  • Arroz, carne, tomate e óleo de soja são os alimentos mais afetados
  • Segundo especialistas, as empresas que tendem a se beneficiar da alta nos preços são aquelas que produzem a matéria-prima dos alimentos

Depois do arroz e da carne, a nova vilã da mesa dos brasileiros é a batata. A variação inglesa do tubérculo é responsável por uma das maiores altas do ano, com 55,9%. Só no mês de dezembro, os preços saltaram 29,65%.

O IBGE (Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística) divulgou ontem (9) os dados referentes ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que registrou alta de 0,89%. A inflação acumulada em 12 meses subiu para 4,31%. Entretanto, ao analisarmos somente alimentos e bebidas, a taxa está em 15,94%, maior valor desde outubro de 2003.

Outros alimentos que também sentiram a alta nos preços foram:

  • Arroz – alta de 69,5% no ano e 6,28% na comparação mensal;
  • Carne – 13,9% no ano e 6,54% na comparação mensal;
  • Tomate – 76,51% no ano e 18,45% em novembro;
  • Óleo de soja – 94,1% no ano e 9,24% no mês de novembro.

A alta dos preços está diretamente ligada ao mercado internacional. Com a retomada das atividades econômicas na China, aliada à desvalorização cambial, os produtores brasileiros preferem vender para o exterior. A consequência se traduz na falta dos produtos no mercado interno e, por esse motivo, os preços sobem.

Quem ganha com a alta da inflação

Para Victor Beyruti, economista da Guide, as empresas que costumam se beneficiar são aquelas que produzem a matéria-prima dos alimentos em si. “A alta nos preços vem tanto como um choque de demanda quanto de oferta. Em uma ponta há mais demanda de produtos por conta do auxílio emergencial e do consumo em casa. Na outra, como o real estava bastante depreciado frente ao dólar, há espaço para exportarmos mais, porém, tirando um pouco do fornecimento interno”, diz.

Na visão do economista, mesmo em menor grau, os supermercados podem se beneficiar com o reajuste dos preços. “O Pão de Açúcar (PCAR3) é uma empresa que sempre se aproveita da alta dos preços dos alimentos. M. Dias Branco (MDIA3), que tem uma cadeia vertical, também pode desfrutar desse movimento”,  diz Beyruti.

Anderson Meneses, CEO da Alkin Research, reforça que é difícil elencar companhias que podem se beneficiar, já que todas possuem custos com matéria-prima. “O ponto chave aqui é a capacidade das empresas repassarem os preços para o consumidor. Tudo vai depender de quanto elas têm de margem e eficiência para repassar esse preço, ou absorver, sem impactar o próprio desempenho financeiro”, diz Meneses.

Na visão Gustavo Bertotti, economista-chefe da Messem Investimentos, boa parte do movimento inflacionário já foi precificado pelo mercado. “Toda alta da inflação está focada, principalmente, em alimentos, bebidas e transportes”, afirma. “Companhias como SLC Agrícola (SLCE3), Camil (CAML3) e Brasilagro (AGRO3) vêm registrando alta ao longo do ano. Quem se beneficiou até agora deve continuar colhendo bons resultados.”

O economista diz também que a expectativa é alcançar equilíbrio na inflação. “Para 2021, a nossa expectativa é que o indicador fique mais ameno e alguns itens possam voltar aos preços mais baixos, como alimentos e bebidas.”, conclui Bertotti.

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