O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o mercado financeiro, nesta quinta-feira (5), e disse que “essa gente não pensa no Brasil, só pensa no seu lucro”.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o mercado financeiro, nesta quinta-feira (5), e disse que “essa gente não pensa no Brasil, só pensa no seu lucro”.
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“É a mesma coisa sempre. Começa janeiro e o sistema financeiro começa a dizer que vai ter um déficit fiscal. Eles querem garantir o que a gente tem de pagar a eles. Eles não pensam no social. Tudo o que a gente faz para cuidar da vida do povo mais humilde, eles acham que é gasto”, afirmou.
“Quando aumenta R$ 100 no salário mínimo aparece um monte de gente do mercado dizendo que vai estourar a economia, vai ter inflação. Essa gente não pensa no Brasil, só pensa no seu lucro. Eles têm que compreender que o papel do presidente não é pensar no lucro deles, é pensar na melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro”, completou.
As declarações ocorreram em entrevista ao UOL News. A crítica se iniciou após o presidente ser questionado sobre a razão para os dados positivos da economia brasileira, como queda da inflação e do desemprego, aumento da massa salarial e da bolsa de valores, não se refletirem em sua popularidade. Lula disse que a campanha ainda não está em andamento, mas que esses dados ainda farão a diferença até outubro.
“(Os números não refletem na popularidade) porque não tem campanha ainda, deixa começar a campanha. Você quer que vire voto faltando oito meses para a campanha? Você vai ver como vai virar voto”, disse.
Lula lembrou sobre sua política fiscal nos primeiros mandatos. Disse que perdeu apoio dentro do PT pelos superávits promovidos à época. Aproveitou também para criticar o governo de Jair Bolsonaro. Afirmou que o mercado financeiro não teve o mesmo grau crítico que tem com o PT na gestão do ex-presidente.
“No meu primeiro mandato, elevei o superávit primário a 4,25% (do PIB). Muita gente saiu do PT por conta dessa minha atitude. Eu fiz isso perto da eleição, porque não estou preocupado com a eleição para dirigir o País. O que não posso é cometer um genocídio com o País em meu benefício. Fazer um déficit fiscal de 2,5% (do PIB), como fez o governo passado, e que o sistema financeiro não falou nada. Quando ele deixou de pagar precatórios, o sistema financeiro não falou nada. Quando ele resolveu distribuir dinheiro de graça porque era o ano eleitoral, ninguém falou nada”, afirmou.
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