• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Risco fiscal: qual é o ‘número mágico’ para acalmar os ânimos do mercado?

Investidores cobram por pacote de corte de gastos de ao menos R$ 50 bilhões e correções na indexação de despesas

Por Luíza Lanza

30/10/2024 | 3:00 Atualização: 30/10/2024 | 20:23

Em busca do equilíbrio fiscal, governo estuda medidas de contenção de gastos.(Foto: Wilton Junior/Estadão)
Em busca do equilíbrio fiscal, governo estuda medidas de contenção de gastos.(Foto: Wilton Junior/Estadão)

O risco fiscal tomou de vez o mercado brasileiro. O dólar em alta, a abertura na curva de juros e o desempenho de lado da Bolsa de Valores são alguns indicativos do ceticismo de agentes econômicos em relação à capacidade do governo federal de controlar as contas públicas. Por isso, há semanas, investidores cobram o anúncio de um pacote de medidas voltadas ao corte de gastos.

Leia mais:
  • Pacote de contenção de gastos do governo tem cara de déjà-vu
  • Por que o dólar fechou no maior valor desde março de 2021
  • Veja quais são os melhores investimentos conservadores
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Isso não é uma desconfiança nova. Desde que o arcabouço fiscal foi apresentado em 2023, economistas apontam que a nova regra depende muito do aumento de receitas e, sem uma contrapartida de corte de gastos públicos, dificilmente as metas de resultado primário estabelecidas vão ser cumpridas. A preocupação é que esse descontrole fiscal – despesa superior à arrecadação – aumente o nível de endividamento do País e faça a inflação voltar a crescer.

É por isso que o ministro da Fazenda Fernando Haddad e outros integrantes do governo vêm dando inúmeras declarações indicando que o Executivo prepara medidas para equilibrar as contas públicas. Enquanto a agenda de revisão fiscal é apenas uma expectativa, surgem no mercado todos os dias alguns sinais do que pode vir a ser anunciado; seja em relação a propostas, seja ao montante do pacote. Notícias que repercutem no Ibovespa e, principalmente, no dólar.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Mas qual parece ser o cenário ideal, aquele que, se entregue, agradaria os agentes econômicos e acalmaria os ânimos do mercado? Não há uma resposta exata, mas, entre as fontes ouvidas pelo E-Investidor, o governo precisa entregar duas coisas: um pacote de corte de gastos de ao menos R$ 50 bilhões e algumas correções nas despesas obrigatórias e discricionárias.

Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, explica de onde vem esse cálculo. O banco tem como estimativa o resultado fiscal em 2025 um déficit de R$ 110 bilhões; isso significa que, para cumprir a meta de déficit zero estabelecida pelo arcabouço, o governo precisaria de um esforço no controle do crescimento das despesas, estimada em quase 3% acima da inflação, ou aprovação de aumento de impostos, mas que tem forte resistência no Congresso. “Uma contenção de gastos próxima de R$ 50 bilhões, se for bem embasada nas correções de irregularidades nas despesas obrigatórias e algumas limitações nas despesas discricionárias, pode ser bem recebida pelo mercado”, afirma.

Mas apenas o corte de gastos não é suficiente. Os especialistas são unânimes em dizer que mais importante do que a revisão de despesas é o governo apresentar medidas mais estruturantes. Isso porque, se não revisar a estrutura das despesas obrigatórias, um ajuste de contas pontual pode resolver apenas o cenário de curto prazo.

Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo, defende que um pacote “razoável” de corte de gastos seria na ordem de R$ 60 a R$ 70 bilhões. Mas que seria preciso, também, incluir dentro da regra de limite para o aumento de despesas – de 2,5% ao ano mais a inflação do período – custos que, hoje, estão fora desse teto. “É preciso trazer para dentro da regra os gastos com saúde e educação, que hoje estão fora do teto, e colocar também uma regra de crescimento de benefícios sociais, outros programas que não estão historicamente limitados a 2,5% de crescimento ao ano, para que as principais despesas cresçam numa velocidade compatível com o teto”, explica. “É isso que esperamos.”

Publicidade

O entendimento é de que para resolver o superávit primário em uma janela maior de tempo, de 5 a 10 anos, é preciso desindexar o Orçamento. “A previdência social hoje é indexada ao salário mínimo; os pisos da saúde e educação, indexados ao resultado primário do governo. Ao desindexar, é possível dar maior previsibilidade de que os gastos vão crescer, mas em uma velocidade menor. Para o longo prazo, isso é mais importante do que efetivamente só cortar gastos”, pontua Beto Saadia, diretor de investimentos da Nomos.

Quando virá o pacote de corte de gastos?

O anúncio de medidas voltadas ao corte de gastos que o governo está preparando era esperado para depois do segundo turno das eleições municipais, que aconteceram no último domingo (27). Mas isso não significa que deve ser feito de imediato.

O ministro Fernando Haddad disse nesta terça-feira (29) que tem algumas reuniões agendadas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo desta semana para tratar da agenda. Mas reforçou que, ainda que o assunto esteja avançando, não há uma data no radar.

Para Beto Saadia, da Nomos, a questão pode demorar para ser endereçada dado que o governo ainda tem outros desafios à frente. Entre eles, está regulamentar as emendas parlamentares para o Orçamento de 2025. Os valores distribuídos a deputados e senadores para destinação de recursos a seus redutos eleitorais estão bloqueados por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Mas há um novo projeto de lei que visa regulamentar e dar transparência ao repasse de verbas do Congresso na pauta em Brasília.

“Enquanto não resolver isso, não soluciona o corte de gastos, porque grande parte dessa agenda precisará ser aprovada no Legislativo também. Precisa acertar primeiro o lado do Congresso, para depois o Congresso definir o lado do Executivo”, diz Saadia.

Como isso impactaria os investimentos?

O risco fiscal aparecer como um dos principais argumentos por trás do desempenho do mercado não é algo recente. A pauta já está na mesa há tempos, mas parece ter ganhado um peso maior recentemente. Um bom exemplo disso é o câmbio: a cotação do dólar dispara mais de 5% somente em outubro, a R$ 5,76, o maior patamar desde março de 2021.

Publicidade

Claro que há outros fatores pressionando o câmbio, como a eleição presidencial nos Estados Unidos e os conflitos no Oriente Médio, envolvendo Israel e Irã; mas os especialistas veem o cenário doméstico como um grande catalisador da alta recente do dólar. “Claro que muito dessa valorização ocorreu em função também da guerra, mas vimos que, no fim de semana, quando o Irã inclusive deu manifestações de que não iria retaliar Israel, mesmo assim o dólar e os juros não cederam tanto. Isso mostra realmente que o foco ainda também está muito em Brasília”, destaca Saadia, da Nomos.

A abertura da curva de juros futura brasileira também é um bom exemplo. Nas últimas semanas, as taxas oferecidas pelos títulos do Tesouro Direto subiram muito, nas máximas do ano. Um sinal de que investidores estão cobrando mais prêmio para um cenário que poderia levar ao descontrole da inflação.

“Os prêmios hoje, como IPCA+ quase 7%, são prêmios de momentos críticos, e não é isso que vivenciamos agora. O mercado tem cobrado muito o fiscal, não abrindo margem de negociação”, afirma Gabriela Joubert, estrategista-chefe do Inter.

A especialista explica que, dado o cenário externo mais claro com o início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, e resultados corporativos ainda fortes por aqui, o anúncio de um pacote de corte de gastos pode destravar valor na Bolsa brasileira, ao mesmo tempo que os prêmios da renda fixa tendem a normalizar. Essa também é a visão de Luciano Costa, da Monte Bravo.

Publicidade

Para o economista-chefe, mudanças estruturais no lado dos gastos públicos fariam a taxa longa dos títulos públicos cair, de volta a patamares mais perto dos 6% ao ano. “Isso também teria um impacto positivo no mercado de ações, que poderia obter os 140 mil, 145 mil pontos”, explica.

O outro impacto positivo seria o câmbio. Ainda que a eleição nos EUA permaneça no radar e jogue a favor de um dólar mais forte, a redução do risco fiscal permitiria ao menos um alívio nas cotações. “Há mais fatores que determinam a taxa de câmbio, mas, sem dúvida, um pedaço do estresse hoje seria revertido. Acreditamos que o câmbio poderia ter uma apreciação para a faixa entre R$ 5,40 a R$ 5,20 se o governo tiver sucesso nessas medidas de condicionamento de gastos”, ressalta Costa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • arcabouço fiscal
  • Conteúdo E-Investidor
  • Fernando Haddad
  • gastos
  • Risco
Cotações
16/01/2026 3h13 (delay 15min)
Câmbio
16/01/2026 3h13 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Reag em liquidação: o que acontece agora com os investidores e fundos?

  • 2

    FGC paga quem perdeu dinheiro na liquidação da CBSF (ex-Reag)?

  • 3

    Caso Master expõe riscos de CDBs, coloca FGC sob pressão inédita e dá lição a investidor

  • 4

    ITCMD: novas regras do "imposto da herança" entram em vigor em 2026

  • 5

    Dois meses de espera por pagamento do FGC transformam CDB do Master em 99% do CDI

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Saiba quais famílias podem receber acréscimo de R$ 150 no pagamento do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Saiba quais famílias podem receber acréscimo de R$ 150 no pagamento do Bolsa Família
Imagem principal sobre o Quantas vezes posso solicitar o saque calamidade?
Logo E-Investidor
Quantas vezes posso solicitar o saque calamidade?
Imagem principal sobre o Como motoristas de Uber podem se beneficiar pelos novos descontos do IR?
Logo E-Investidor
Como motoristas de Uber podem se beneficiar pelos novos descontos do IR?
Imagem principal sobre o 2 informações que você deve atualizar no CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
2 informações que você deve atualizar no CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o Saldo retido do FGTS: saiba quem tem direito ao saque
Logo E-Investidor
Saldo retido do FGTS: saiba quem tem direito ao saque
Imagem principal sobre o A renda familiar mudou? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
A renda familiar mudou? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o Bolsa Família: veja condições para receber o acréscimo de R$ 150
Logo E-Investidor
Bolsa Família: veja condições para receber o acréscimo de R$ 150
Imagem principal sobre o Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Logo E-Investidor
Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Últimas: Mercado
Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) e Magazine Luiza (MGLU3) saltam; Smart Fit (SMFT3) tem maior queda
Mercado
Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) e Magazine Luiza (MGLU3) saltam; Smart Fit (SMFT3) tem maior queda

Dados de varejo ficaram no radar no Brasil, enquanto tensões entre EUA e Irã aliviaram no exterior

15/01/2026 | 19h25 | Por Beatriz Rocha
Vibra (VBBR3) troca CFO: veja como o mercado avalia o novo comando financeiro da maior distribuidora de combustíveis do Brasil
Mercado
Vibra (VBBR3) troca CFO: veja como o mercado avalia o novo comando financeiro da maior distribuidora de combustíveis do Brasil

Nomeação de Mauricio Teixeira surpreende analistas, mas XP destaca experiência diversificada e vê continuidade na estratégia financeira da Vibra (VBBR3)

15/01/2026 | 12h06 | Por Isabela Ortiz
FGC paga quem perdeu dinheiro na liquidação da CBSF (ex-Reag)?
Mercado
FGC paga quem perdeu dinheiro na liquidação da CBSF (ex-Reag)?

Fundo garantidor esclarece que Reag não emitia produtos bancários; clientes são cotistas de fundos, não credores da instituição

15/01/2026 | 11h30 | Por Isabela Ortiz
O que é uma liquidação extrajudicial e o que leva o Banco Central a retirar uma instituição do mercado?
Mercado
O que é uma liquidação extrajudicial e o que leva o Banco Central a retirar uma instituição do mercado?

Decisão do Banco Central que retirou a CBSF (ex-Reag DTVM) do mercado reacende discussões sobre o regime de resolução, seus efeitos práticos e o papel do regulador na contenção de riscos sistêmicos

15/01/2026 | 09h58 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador