A guinada das ações reflete a repercussão dos investidores em torno do anúncio de compra de 58% do capital do Banco Master. Como mostramos aqui, a aquisição poderá ajudar o BRB a expandir os seus negócios no segmento de crédito, câmbio, mercado de capitais e atacado. As empresas vão manter as estruturas separadas, com compartilhamento de “governança, expertise, sinergias e coordenação estratégica e operacional”.
“O novo conglomerado prudencial visa fortalecer a atuação conjunta no mercado, pela oferta completa de produtos e serviços bancários, de seguridade, meios de pagamento e investimentos a pessoas físicas e jurídicas, presença nacional e estrutura de governança, capital, liquidez, rentabilidade e conformidade regulatória compatível com o porte do novo conglomerado”, diz o BRB, no documento.
A operação estimada em R$ 2 bilhões foi aprovada por unanimidade pelo conselho do BRB, mas ainda precisa passar pelo crivo do Banco Central (BC) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para ser efetivada
Criado em dezembro de 1964, o Banco de Brasília S.A (BRB) é controlado pelo governo do Distrito Federal que possui 65,63% do total das ações da instituição financeira. O restante está dividido entre free float (parcela de ações que está disponível para ser negociada no mercado) e pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal com 19,3% e 15,1% de participação cada.
Já a carteira de crédito do BRB está mais exposta a empréstimos consignados para pessoa física. Segundo informações da XP, linha de crédito correspondia a 36% do portfólio no terceiro trimestre do ano passado, essa. O crédito imobiliário ocupou a segunda maior exposição da instituição financeira com 30% de participação na carteira.
Veja a composição da carteira de crédito BRB Banco
| Ativos |
Exposição |
| PF – Consignado |
36% |
| Imobiliário |
30% |
| Pessoa Jurídica |
13% |
| PF – Crédito pessoal |
10% |
| Cartão de crédito |
6% |
| Rural |
5% |
| Fonte: XP |
Com informações do Estadão