A XP aponta que já esperava um crescimento leve da receita diante de ventos contrários de clima, o que se confirmou, com as vendas no conceito mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) em alta de 3%, embora vestuário tenha sido mais forte, com crescimento de 5%. No entanto, a corretora observa que a empresa tem a maior produtividade de vendas entre os pares.
A Renner mostrou uma melhora progressiva ao longo do trimestre nos ciclos de reação durante a estação e nos processos de alocação, avalia a XP. Na sua visão, esta é uma evolução positiva em relação ao último trimestre, quando a administração mencionou na teleconferência de resultados que havia faltado essa agilidade.
Os analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer destacam que a companhia apresentou a margem bruta de vestuário mais forte entre os pares, potencialmente refletindo que a empresa está colhendo os ganhos do seu novo modelo de negócios, enquanto as despesas gerais e administrativas (SG&A) foram controladas.
“Em nossa visão, a Renner ajustou sua proposta de valor, apoiada pelo posicionamento de preços adequado, combinado a coleções mais assertivas, o que deve se traduzir em dinâmicas sólidas de crescimento adiante, embora mantendo em mente o seu prêmio de produtividade versus os pares”, pontuam os analistas.
A XP observa ainda que, se a companhia focar em iniciativas de eficiência, é possível que Renner destrave valor significativo.