A companhia foi avaliada em US$ 2,2 bilhões em uma rodada de financiamento concluída em maio, conforme a PitchBook. A agência Reuters noticiou no mês passado que a Strava havia convidado bancos, incluindo Goldman Sachs e JPMorgan, para coordenarem seu IPO.
Na entrevista, o executivo não deu detalhes sobre como seria o IPO, mas explicou que a oferta deve acontecer em algum momento. “Uma listagem fornece fácil acesso a capital caso queiramos fazer mais e maiores aquisições”, disse Martin ao Financial Times.
A empresa até realizou algumas aquisições nos últimos anos, como o Runna, um aplicativo de treinamento com sede no Reino Unido, além da compra da plataforma de treinamento de ciclismo The Breakaway.
A Strava também entrou em uma briga acirrada com a gigante do atletismo Garmin, companhia de smartwatches e rastreadores GPS. As empresas trabalhavam em conjunto, com o aplicativo da Strava funcionando no smartwatch da Garmin com o compartilhamento de dados.
No entanto, a Strava abriu um processo contra a Garmin após alegar que a empresa violou patentes relacionadas a segmentos e mapas de calor. Em meio a esse cenário, a Garmin ameaçou cortar o acesso ao seu software a partir do início do próximo mês.
Além dessa disputa, a companhia busca melhorar ferramentas para impulsionar o crescimento de usuários e assinaturas pagas. Atualmente, a empresa recebe uma quantia de US$ 180 milhões com as assinaturas do Strava Premium. O plano custa US$ 11,99 por mês ou US$ 79,99 por ano.
Ao longo do ano, o aplicativo Strava teve uma média de 50 milhões de usuários ativos mensais em 2025. Os downloads no ano até setembro aumentaram cerca de 80% em relação ao mesmo período de 2024. Em suma, a empresa ainda deve divulgar a data do provável IPO com foco na expansão do negócio para ampliar as receitas, seja com as novas aquisições ou com a fidelização de novos clientes no plano pago.