Além das Bolsas, outros mercados também reagem ao aumento da aversão ao risco. O dólar perde força frente à maioria das moedas globais e recua para o menor nível em duas semanas. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida do Tesouro dos Estados Unidos, considerados referência para os juros globais) avançam, indicando ajustes nas expectativas de política monetária.
Já o ouro sobe com força, impulsionado pela busca por proteção, e supera pela primeira vez na história o patamar de US$ 4.700 por onça-troy, unidade padrão de negociação do metal precioso no mercado internacional.
Entre as principais commodities, os contratos futuros de petróleo operam próximos da estabilidade. O comportamento reflete um certo equilíbrio entre o aumento do risco geopolítico, que tende a sustentar os preços, e as preocupações com um possível excesso de oferta global nos próximos meses.
Em sentido oposto, os preços futuros do minério de ferro recuam pelo sexto pregão consecutivo, pressionados pelas expectativas de um mercado marítimo mais fraco em 2026. Na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China, as cotações caíram cerca de 1% na madrugada, para US$ 113,37 por tonelada.
Naturalmente, esse ambiente de maior cautela no exterior tende a pesar sobre os ativos brasileiros. E isso já se reflete nos indicadores antecipados: o principal ETF brasileiro negociado em Nova York, o EWZ operava em leve queda no pré-mercado, período de negociações que antecede a abertura oficial das bolsas nos Estados Unidos.