Além de desbancar todos os bancos tradicionais de varejo do País em valor de mercado, o Nubank chega à Bolsa valendo mais que pesos-pesados de outros setores, como a WEG (R$ 145 bilhões), o BTG Pactual (R$ 108 bilhões) e a JBS (R$ 82 bilhões). Também vale mais que a XP, listada na Nasdaq (R$ 94,3 bilhões).
Muitos são os fatores que explicam o alto valor de mercado que a maior fintech do mundo no segmento angariou logo de cara, como seu alto crescimento de usuários e de receitas e as perspectivas de crescimento futuro. Ainda assim, o Nubank precisou reduzir sensivelmente sua avaliação de mercado para emplacar a oferta, diante do momento mais hostil do mercado.
Nos próximos dias, o mercado deve observar com lupa o efeito da avaliação feita ao Nubank sobre o Banco Inter, considerado por analistas como o par mais próximo do banco digital. Na B3, o Inter vale R$ 32,4 bilhões, mesmo após o tombo de suas ações desde o pico, em julho, que chega a 55%.
Ao longo da oferta do Nubank, novidades positivas sobre a avaliação do neobanco impulsionaram os papéis do Inter. Segundo muitos analistas, mesmo com múltiplos altos, o Inter ficou parecendo “barato” quanto comparado ao Nubank.