• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Vítimas de fraude bilionária podem recuperar dinheiro em breve. Mas pode ser tarde demais

Investidores que fizeram acordo há três anos não receberão o pagamento integral pela fraude da empresa de Robert Allen Stanford

Por The New York Times

08/10/2024 | 18:13 Atualização: 08/10/2024 | 18:25

Fraude bilionária está prestes a pagar vítimas. Imagem: Adobe Stock
Fraude bilionária está prestes a pagar vítimas. Imagem: Adobe Stock

Já se passaram 15 anos desde que Thomas Swingle descobriu que cerca de US$ 1 milhão das economias de sua família havia evaporado, após o financista Robert Allen Stanford ter sido exposto em fraude financeira. Foram vendidos bilhões em certificados de depósito fraudulentos para investidores ao redor do mundo.

Leia mais:
  • Eles não se aposentaram por negligência de empresas falidas
  • Lançamento do iPhone 16 traz sinal de alerta para as ações da Apple?
  • Quanto Barsi ganhou em dividendos na última década?
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A memória daqueles dias ainda é dolorosa. “Foi literalmente um evento que mudou a vida”, disse Swingle, de 72 anos, sobre o esquema de US$ 7 bilhões que se desfez no início de 2009. “É como se alguém te acertasse no peito com um martelo.”

Agora, as vítimas da empresa de Stanford, a Stanford Financial, estão à beira de recuperar parte de suas perdas, mas Swingle e sua esposa, Cindy Finch, têm de lidar com outra decisão que tomaram: Em 2021, eles concordaram em vender sua reivindicação a qualquer acordo futuro para um fundo de investimento por cerca de US$ 60.000.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Isso significa que eles não receberão um centavo dos fundos que estão prestes a ser distribuídos. Em vez disso, tudo irá para o comprador da reivindicação.

  • Leia mais: Golpes financeiros: fraude via WhatsApp explode em 5 anos. Veja como se proteger

É uma decisão com a qual as vítimas de fraude têm que se agoniar após um gigante golpe financeiro: grandes investidores oferecem dinheiro em troca dos direitos a qualquer pagamento futuro. Muitos pequenos investidores, que não têm muita visão sobre o que pode acontecer a seguir, podem sentir que não têm escolha a não ser aceitar uma quantia imediata, em vez de esperar por um pagamento futuro que pode nunca chegar.

Quando Swingle e Finch venderam sua reivindicação, ele disse, parecia que os clientes defraudados por Stanford dificilmente recuperariam algo. Se o casal tivesse mantido os direitos, eles poderiam reivindicar até US$ 350.000. “Não acabou bem para nós”, disse Swingle, “mas você tem que seguir em frente.”

Como era o esquema que acabou penalizando investidores

O esquema de Robert Stanford envolvia certificados de depósito com taxa de juros alta. Sua empresa estava sediada em Houston, mas os certificados eram emitidos por um banco em Antígua, o que significava que os depósitos dos clientes não eram segurados federalmente nos Estados Unidos.

Embora Stanford tenha oferecido poucas informações sobre como poderia oferecer retornos acima do normal, sua empresa tinha as aparências de sucesso e riqueza — jatos particulares, casas luxuosas e patrocínios esportivos — que tranquilizavam até mesmo os clientes cautelosos. Nos EUA, Robert Stanford empregou um exército de corretores para vender agressivamente os certificados.

Todo o empreendimento desabou subitamente em fevereiro de 2009, em meio a investigações da Securities and Exchange Comission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários americana) e outras agências, e após um artigo da Bloomberg Businessweek levantar questões sobre como a empresa operava. Dois meses antes, Bernard Madoff havia se entregado às autoridades federais por administrar um esquema Ponzi muito maior.

  • Na mira de ataques cibernéticos, empresas de capital aberto ainda mostram vulnerabilidades

Promotores federais acusaram Stanford em 2012 de desviar dinheiro dos investidores para comprar imóveis e financiar um estilo de vida luxuoso, e ele está cumprindo uma sentença de 110 anos em Sumterville, Flórida.

Publicidade

Mas ele também conseguiu atrasar qualquer recuperação para as vítimas. Em 2023, após cerca de uma década de litígios, um punhado de bancos — mais notavelmente o TD Bank, com sede em Toronto — concordou em pagar cerca de US$ 1,2 bilhão para resolver reivindicações acusando-as de ignorar sinais de alerta sobre as operações de Stanford. A distribuição desses acordos bancários foi atrasada por objeções legais apresentadas por Stanford.

Agora, o advogado de valores mobiliários nomeado para atuar como interventor no caso, Ralph S. Janvey, está começando a fazer grandes pagamentos. Ele já pagou cerca de US$ 609 milhões aos ex-clientes da empresa e tem cerca de US$ 157 milhões a mais para distribuir, além do US$ 1,2 bilhão. Isso está longe do total de reivindicações de cerca de US$ 4,9 bilhões, devidas a mais de 20.000 clientes ao redor do mundo, mas é mais do que vítimas como Swingle jamais pensaram que estaria disponível.

Pelo menos US$ 700 milhões em reivindicações foram vendidos para fundos de hedge e outros investidores em ativos problemáticos, de acordo com a Baker Botts – o escritório de advocacia que Janvey contratou para ajudar a recuperar dinheiro para os clientes.

Mais de uma dúzia de vítimas morreram esperando para recuperar dinheiro

“O horror aqui é que um monte desses fundos de hedge compraram essas reivindicações de pessoas necessitadas”, disse Annalisa Mendez, 66, que mora em Austin, Texas, e perdeu cerca de US$ 400.000 no esquema de Stanford.

Ela e seu marido não venderam suas reivindicações, apesar de receberem muitas ofertas, e Mendez disse que eles tiveram sorte de poder fazer isso porque seu marido estava trabalhando na época.

Publicidade

Jean Anne Mayhall, de 72 anos, também é uma vítima de Stanford. Ela disse que sua mãe, que já faleceu, vendeu sua reivindicação porque estava cansada de esperar. Ela disse que os processos contra os bancos se arrastaram por tanto tempo que muitos clientes simplesmente desistiram. Mayhall, que mora em uma pequena cidade perto de Nova Orleans, manteve sua reivindicação de US$ 500.000, mas sabe de mais de uma dúzia de vítimas que morreram esperando para recuperar qualquer dinheiro.

  • Veja quais são os principais ataques cibernéticos que podem roubar o seu dinheiro

Não há uma lista publicamente divulgada de fundos de hedge que compraram reivindicações de Stanford, mas alguns dos maiores compradores foram Contrarian Capital, Whitebox Advisors e Farallon Capital Management, de acordo com três pessoas informadas sobre o assunto. Todas as empresas recusaram comentar.

Bradley Max, diretor do corretor de reivindicações Cherokee Acquisition, que atuou como intermediário em algumas das transações, disse que pelo menos 19 fundos de hedge e investidores abastados compraram reivindicações do caso Stanford.

Ao longo da última década, estatísticas reunidas pela Cherokee mostraram que as reivindicações de Stanford geralmente eram vendidas por 14 a 17 centavos de dólar antes de saltarem para 35 centavos — que é aproximadamente o que os detentores de reivindicações serão pagos — logo após o anúncio do acordo com os bancos em fevereiro de 2023.

Mayhall disse que não guardava rancor dos fundos de hedge que compraram reivindicações. “Eles não torceram o braço de ninguém”, disse ela.

Publicidade

O mercado para reivindicações é ativo. Clientes da FTX, a bolsa de criptomoedas que implodiu há dois anos, têm vendido reivindicações. Vítimas do esquema de Madoff também o fizeram.

Mas os pagamentos finais variaram amplamente. No caso da FTX, espera-se que os clientes recuperem a maior parte de seus fundos perdidos. No caso Madoff, o administrador judicial nomeado recuperou US$ 14,7 bilhões, quase 90% das perdas dos investidores (excluindo dezenas de bilhões em lucros fantasmas).

Taxas jurídicas somaram em 15 anos US$ 463 milhões em taxas e US$ 67 milhões em despesas diversas

Os esforços de recuperação no caso Madoff foram impulsionados por promotores federais que pressionaram o JPMorgan Chase a pagar US$ 1,7 bilhão às vítimas por não alertar os reguladores sobre as preocupações que o banco tinha sobre a operação de Madoff.

Janvey, o interventor no caso Stanford, disse que ele e sua equipe jurídica queriam que os promotores fossem atrás de alguns dos grandes bancos que fizeram negócios com a empresa de Stanford, mas eles mostraram pouco apetite por tal ação. “Se o DOJ tivesse intercedido, acho que teríamos chegado a um acordo mais cedo”, disse Janvey em uma entrevista.

Janvey também enfrentou algumas críticas das vítimas, pela duração do processo e pelas taxas e despesas que sua equipe jurídica e outros receberam — que nos últimos 15 anos totalizaram US$ 463 milhões em taxas e US$ 67 milhões em despesas diversas. Uma solicitação adicional de taxa de US$ 38 milhões também é esperada nos próximos meses.

Publicidade

Angela Shaw Alexander, 52, uma vítima no caso Stanford que fez lobby ao longo dos anos pelos clientes da empresa, disse que as taxas eram excessivas, dado o tempo que levou para os investidores recuperarem seu dinheiro.

Janvey disse que sentia muito pelas vítimas, mas que a fraude era extensa e exigiu anos de litígios caros para recuperar dinheiro para os clientes. Ele disse que as autoridades federais acreditavam que ele seria capaz de recuperar pelo menos US$ 2 bilhões em ativos do banco em Antígua. Mas ele e sua equipe recuperaram apenas US$ 63 milhões em dinheiro e alguns imóveis, aviões e investimentos em private equity para vender.

“Eu já fui interventor antes, e não há nada como a fraude financeira de Stanford“, disse Janvey. “Eu entendo toda a frustração. Eu não pensei que levaria tanto tempo.”

*Este artigo foi originalmente publicado no The New York Times.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Fraude
  • fraudes financeiras
  • Golpe
  • ponzi
  • Securities and Exchange Commission (SEC)
Cotações
16/04/2026 11h44 (delay 15min)
Câmbio
16/04/2026 11h44 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Ibovespa ronda os 200 mil pontos: com rali em 2026, é hora de olhar mais para a Bolsa?

  • 3

    Por que o Ibovespa anda em duas direções? Entenda o que mantém o índice em alta enquanto ações locais caem

  • 4

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

  • 5

    Dólar abaixo de R$ 5, menor nível desde 2024: é hora de comprar? Veja como aproveitar

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Logo E-Investidor
IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Imagem principal sobre o O que é um feriado forense?
Logo E-Investidor
O que é um feriado forense?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Logo E-Investidor
FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Últimas: Mercado
Moody’s diz que data centers na América Latina destravam expansão bilionária; entenda
Mercado
Moody’s diz que data centers na América Latina destravam expansão bilionária; entenda

Demanda impulsionada por IA e nuvem cresce rapidamente, mas acesso a capital e entraves regulatórios ainda freiam avanço da infraestrutura digital na região

16/04/2026 | 11h25 | Por Isabela Ortiz
Carteira favorita do investidor pessoa física rende menos que o Ibovespa em 12 meses
Mercado
Carteira favorita do investidor pessoa física rende menos que o Ibovespa em 12 meses

Levantamento da Grana Capital mostra que ações de Banco do Brasil e BB Seguridade pesaram sobre a rentabilidade da carteira mais popular entre investidores de varejo

16/04/2026 | 11h00 | Por Daniel Rocha
Petróleo hoje sobe com possível extensão de cessar-fogo no radar e avanço da Repsol na Venezuela
Mercado
Petróleo hoje sobe com possível extensão de cessar-fogo no radar e avanço da Repsol na Venezuela

Barril opera em faixa estreita enquanto negociações EUA-Irã ganham tempo; Petrobras sobe no pré-mercado e Repsol aposta em expansão

16/04/2026 | 10h03 | Por Igor Markevich
Abertura de mercado: tecnologia e minério reforçam o apetite de investidores em meio à trégua entre EUA e Irã
CONTEÚDO PATROCINADO

Abertura de mercado: tecnologia e minério reforçam o apetite de investidores em meio à trégua entre EUA e Irã

Patrocinado por
Ágora Investimentos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador