O acordo de US$ 67 milhões firmado pela Natura (NATU3) para encerrar o caso Chapman, nos Estados Unidos, marca o “fim de um velho capítulo” ligado aos litígios da antiga Avon Products Inc. (API), na avaliação da XP Investimentos.
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O acordo de US$ 67 milhões firmado pela Natura (NATU3) para encerrar o caso Chapman, nos Estados Unidos, marca o “fim de um velho capítulo” ligado aos litígios da antiga Avon Products Inc. (API), na avaliação da XP Investimentos.
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Embora represente um desfecho definitivo para a disputa envolvendo talco, o pagamento é considerado negativo no curto prazo, por ter sido um desenvolvimento inesperado dentro do processo de reestruturação corporativa da Avon.
A companhia informou, em fato relevante divulgado hoje antes da abertura do mercado, que tomou conhecimento de uma decisão desfavorável à API na Corte de Apelações da Califórnia. Para acionar a cobertura de seguro contratada e encerrar a discussão, a Natura optou por assumir a responsabilidade pelo pagamento e firmar acordo definitivo no valor de US$ 67 milhões, montante equivalente a cerca de 3% de seu valor de mercado.
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O desembolso será realizado em 6 de março e provisionado no resultado do quarto trimestre, na linha de operações descontinuadas. Segundo a XP, o impacto financeiro deverá ser amplamente mitigado pelas recentes vendas da Avon CARD e das operações na Rússia, que juntas geraram aproximadamente US$ 54 milhões.
Para a analista da corretora, Danniela Eiger, o caso Chapman era a última obrigação da Natura relacionada ao litígio da API, já que foi o único processo excluído do Chapter 11 em razão de sua complexidade e da existência de um seguro-garantia específico.
“Acreditamos que esse acordo efetivamente fecha as discussões relacionadas ao talco, reforçando o foco da Natura em suas operações principais”, afirma.
Apesar de classificar o evento como negativo por ter sido inesperado, a analista avalia que este deve ser o último desembolso ligado ao tema. “Esperamos que este seja o desembolso final relacionado a essa questão”, diz.
A XP mantém recomendação de compra para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 12, o que representa potencial de valorização de 27% ante o último fechamento, e sustenta que 2026 pode marcar o início de um novo ciclo para uma empresa mais enxuta, focada em crescimento orgânico e retorno de capital.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.
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