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Economias emergentes sofrem choques negativos, diz Lubin, do Citi

Lubin disse que o fortalecimento do dólar ante as moedas emergentes também pode ameaçar o comércio global

Por Estadão Conteúdo

28/06/2022 | 13:11 Atualização: 28/06/2022 | 12:16

Logo do Citi 12/05/2016. REUTERS/Athit Perawongmetha/File Photo
Logo do Citi 12/05/2016. REUTERS/Athit Perawongmetha/File Photo

Por Cícero Cotrim e Bárbara Nascimento – As economias emergentes estão sofrendo choques negativos na conta de capital, devido ao aperto de condições financeiras nos Estados Unidos, e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), por várias fontes. A avaliação é do chefe de Economia para Mercados Emergentes do Citi, David Lubin.

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“Os choques negativos para a conta de capital são cíclicos, porque, eventualmente, as condições financeiras dos EUA vão afrouxar e o capital vai fluir. Mas o choque negativo para o crescimento tem características mais estruturais, que vão impactar a percepção sobre as economias em desenvolvimento”, disse Lubin, durante a 14ª Citi Brasil Equity Conference.

De acordo com Lubin, a intenção de países como China, EUA e da Europa de se proteger de problemas em cadeias de suprimentos e substituir importações representa um cenário de troca da eficiência da economia por segurança, com impacto negativo para o crescimento global e o comércio internacional.

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“Como esse é um fenômeno estrutural, o choque de crescimento de emergentes é duradouro”, afirmou. Sobre os impactos na conta de capital, Lubin ponderou que o fortalecimento do dólar ante as moedas emergentes também pode ameaçar o comércio global e deve ter fortes impactos para a inflação desses mercados. De acordo com o analista, é possível esperar que a depreciação cambial adicione mais inflação do que seria normal, já que a inflação já está acelerando nos países.

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