Segundo levantamento da Forbes, essas movimentações estratégicas ajudaram a sustentar o império bilionário da Meta, que faturou mais de US$ 160 bilhões, cerca de R$800 bilhões, em publicidade em 2024, mantendo a liderança entre as plataformas digitais mais rentáveis do mundo.
A seguir, veja cinco decisões que marcaram os últimos anos da Meta e ajudaram a consolidar a posição de Zuckerberg como um dos empresários mais influentes do planeta:
1. Inteligência artificial no lugar das agências de publicidade (2025)
Zuckerberg anunciou que a IA da Meta poderá assumir o trabalho de agências de publicidade, permitindo que empresas criem campanhas automatizadas, sem precisar definir público-alvo ou produzir conteúdo. Bastará indicar um objetivo e um orçamento. A proposta promete revolucionar a lógica da publicidade digital — e acirrar o debate sobre o papel das agências no ecossistema.
2. Fim da checagem de fatos por terceiros (2025)
Outra decisão polêmica foi o encerramento dos contratos com verificadores independentes nas plataformas da Meta, como Facebook e Instagram. No lugar, a empresa adotou o sistema de Notas da Comunidade, autorizando os usuários a fazerem sinalizações de informações enganosas. A medida reabriu discussões sobre moderação de conteúdo e liberdade de expressão.
3. Aposta no metaverso como novo espaço de mídia (2021–2022)
Após renomear a empresa como Meta, Zuckerberg sinalizou o início de um novo ciclo: o da publicidade imersiva no metaverso. A estratégia envolveu investimentos pesados em realidade virtual e experiências interativas, abrindo caminho para marcas inserirem seus produtos em ambientes digitais tridimensionais.
4. Reformulação na segmentação de anúncios (2019)
Com o impacto do escândalo da Cambridge Analytica, a Meta precisou rever sua política de uso de dados. A empresa limitou o acesso a informações sensíveis dos usuários e fez ajustes nos sistemas de segmentação publicitária, afetando diretamente as estratégias de anunciantes e abrindo espaço para novos formatos de engajamento.
5. Redução do alcance orgânico de marcas (2018)
Ao priorizar conteúdos de amigos e familiares no feed do Facebook, a Meta diminuiu o alcance orgânico de páginas comerciais. A mudança forçou empresas a investir mais em anúncios pagos, redefinindo o modelo de presença digital de marcas nas redes sociais.
Essas decisões mostram que, apesar das críticas e controvérsias, Mark Zuckerberg continua adaptando o modelo de negócios da Meta para preservar sua posição de liderança em um setor em constante transformação.
Colaborou: Victória Gabriella.