A mudança recente nas regras do Imposto de Renda trouxe novas expectativas para quem trabalha por conta própria, especialmente os motoristas de aplicativo.
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A mudança recente nas regras do Imposto de Renda trouxe novas expectativas para quem trabalha por conta própria, especialmente os motoristas de aplicativo.
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Com a ampliação da faixa de isenção anunciada pelo Governo Federal, muitos parceiros da Uber podem se perguntar se poderão deixar de pagar o tributo. Porém, a resposta depende diretamente do valor mensal recebido e do enquadramento nas regras gerais da Receita Federal, que agora são mais favoráveis a rendas menores.
Segundo reportagem do E-Investidor, a legislação atual determina que pessoas físicas com rendimentos mensais de até R$ 5 mil não precisam pagar Imposto de Renda. Essa regra vale para qualquer trabalhador, independentemente da profissão.
Portanto, se o motorista de Uber tiver ganhos tributáveis dentro desse limite, somando todas as fontes de renda, ele poderá se beneficiar da isenção. Não existe uma regra exclusiva para motoristas de aplicativo; o critério é exclusivamente o valor recebido.
Os rendimentos variam bastante conforme cidade, horário e carga de trabalho. Em grandes centros, motoristas que dirigem cerca de 50 horas semanais podem alcançar valores próximos a R$ 2 mil por semana, de acordo com o site oficial da Uber.
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Portanto, após despesas como combustível, manutenção e taxas da plataforma, o rendimento final pode ficar abaixo do teto de isenção, permitindo o benefício fiscal.
O valor recebido em cada viagem leva em conta fatores como distância, tempo, trânsito e demanda no momento da solicitação. Em períodos de maior procura, o preço pode aumentar. Do total arrecadado, a Uber desconta uma taxa de serviço e o restante é repassado ao motorista, que deve controlar seus ganhos e despesas para fins tributários, segundo o site oficial.
Apesar da mudança já estar em vigor, seus efeitos não aparecem imediatamente na declaração anual, de acordo com reportagem do E-Investidor. Os rendimentos de 2026, por exemplo, só serão declarados em 2027. Por isso, é essencial manter registros organizados desde já, garantindo que o motorista consiga comprovar rendimentos e aproveitar corretamente a isenção no futuro.
Colaborou: Giovana Sedano.
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