O consumo, no entanto, varia de acordo com diversos fatores, como modelo, tamanho e eficiência energética do aparelho, além dos hábitos de uso dos moradores.
Mas qual é o real impacto do uso da geladeira no consumo de energia? E como reduzir esse gasto sem comprometer o desempenho do equipamento? Veja as informações detalhadas a seguir.
Fatores que influenciam no consumo da geladeira
O consumo de energia de um refrigerador não está ligado exclusivamente à sua potência, mas também a fatores como suas especificações e o ambiente em que está inserido. Modelos maiores exigem mais eletricidade, enquanto os compactos consomem menos. O ano de fabricação e a tecnologia empregada também fazem diferença, já que versões mais recentes costumam ser mais eficientes.
Além disso, a temperatura externa influencia diretamente o desempenho do aparelho. Em dias muito quentes, a geladeira precisa trabalhar mais para manter os alimentos resfriados, o que aumenta o consumo. Já em climas mais amenos, o esforço necessário para refrigeração diminui, resultando em menor demanda de energia.
Qual o consumo médio de uma geladeira ao longo do mês?
A quantidade de eletricidade consumida varia conforme o modelo e a capacidade do equipamento. Geladeiras modernas, fabricadas a partir de 2023, consomem entre 25 e 85 kWh por mês, enquanto versões mais antigas podem ultrapassar 200 kWh mensais. Confira a estimativa de consumo conforme o porte do aparelho:
- Modelos de uma porta com capacidade de até 300 litros: entre 25 e 50 kWh/mês;
- Geladeiras com freezer entre 300 e 500 litros: de 35 a 70 kWh/mês;
- Equipamentos com mais de 500 litros: de 50 a 200 kWh/mês.
Esses números mostram como a escolha do modelo pode influenciar diretamente na conta de energia, sendo essencial considerar o consumo antes da compra.
A geladeira é a principal responsável pelo gasto de energia?
Embora seja um dos aparelhos que mais funcionam dentro de casa, o consumo da geladeira pode ser reduzido com escolhas inteligentes. Equipamentos com tecnologia Frost Free e motor inverter, por exemplo, são mais eficientes e apresentam menor impacto na conta de luz.
Além disso, a classificação da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), do Inmetro, é um fator determinante. Modelos com selo A podem consumir até 20% menos eletricidade do que os de categorias inferiores.
Por outro lado, geladeiras antigas e com baixa eficiência podem representar mais de 50% do valor da conta de luz. Por isso, avaliar o desempenho do aparelho e adotar boas práticas de uso, como evitar abrir a porta com frequência e regular a temperatura corretamente, pode ajudar a diminuir o consumo de energia sem comprometer a conservação dos alimentos.
Colaborou: Gabrielly Bento.