

A Americanas (AMER3) lamentou na noite da última segunda-feira (4) a decisão do Banco Safra de não querer negociar e afirma estar confiante na aprovação do plano de recuperação judicial previsto para ser votado em assembleia dia 19. Nesta terça-feira (5), o Safra entrou na Justiça pedindo anulação do plano, questionando sua legalidade.
A Americanas diz que o Safra vai contra a recuperação judicial e os esforços que vêm sendo feitos para a retomada da companhia e “preservação dos seus milhares de empregos diretos e indiretos e de sua enorme cadeia de fornecedores”. “É importante lembrar que o banco Safra foi justamente quem impediu o pagamento imediato pleiteado pela companhia de 100% dos credores das classes I e IV, que contemplam as dívidas trabalhistas e de pequenas e microempresas”, afirma um comunicado da Americanas ao Broadcast.
A Americanas afirma ainda que apesar de o Safra ter participado com os demais bancos das negociações que levaram à costura de um acordo com credores, que incluem Bradesco (BBDC4), BTG (BPAC11) e Itaú (ITUB4), o posicionamento atual mostra “que sua intenção, desde o início, não era de negociar, mas apenas satisfazer os seus interesses particulares, sem quaisquer concessões, como é natural num processo de recuperação judicial”.
O plano apresentado, destaca a Americanas, é resultado dos esforços da companhia, dos acionistas de referência – Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles – e dos credores e reúne as “melhores condições” para que a rede de varejo preserve suas atividades.
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“A Americanas reafirma que os fatos que levaram à sua recuperação judicial continuam sob a investigação das autoridades competentes, bem como do Comitê Independente. Ressalta, ainda, que o plano prevê expressamente a possibilidade de responsabilização de todo e qualquer administrador que venha a ser apontado como autor da fraude nas citadas investigações”, diz o comunicado.
O Safra acusa a rede e seus acionistas de referência de tentarem atrapalhar as investigações.