O movimento ocorre após a empresa comunicar ao mercado que a Nemesis Brasil Participações celebrou contrato para adquirir, do Camaçari Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, a totalidade de suas 88.585.918 ações ordinárias e 149.398.219 ações preferenciais da Azevedo & Travassos por cerca de R$ 94,3 milhões.
O valor da operação saiu pelo preço unitário de R$ 0,39 por ação ordinária e de R$ 0,40 por ação preferencial. O número de ações totais representa 40,15% do capital social da companhia. O pagamento será feito em dez parcelas anuais, com início a partir de 23 de setembro de 2026, informou a empresa.
Com a transação, a Nemesis passou a deter 54,38% do capital social total da Azevedo & Travassos e deverá apresentar pedido de registro de oferta pública para aquisição de ações (OPA) dirigida a todos os acionistas por, no mínimo, 80% do valor por ação pago na operação. O pedido de registro da OPA será protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Quando um acionista realiza compras que superam o limite de 1/3 de ações em circulação, a liquidez dos papéis de uma companhia corre riscos, por isso a exigência da OPA – explicamos os detalhes aqui. Por meio desse tipo de oferta, o interessado se compromete a comprar uma quantidade específica de ações da empresa, seguindo condições, preço e prazo definidos em edital.
Empresa fecha memorando com a Jive para financiamento de R$ 414 milhões
A Azevedo & Travassos também informou ao mercado, na terça-feira (23), que celebrou um Memorando de Entendimentos (“MoU”) com a Jive Investments para um financiamento de longo prazo de até R$ 414 milhões.
Em comunicado enviado à CVM, a empresa ressaltou que a contratação do financiamento será destinada às concessões de infraestrutura operadas pela companhia – Rota Verde e Rota Agro.
O acordo prevê um financiamento-ponte (financiamento de curto prazo que fornece recursos à empresa até que ela obtenha um financiamento de longo prazo) de até R$ 50 milhões, com vencimento em seis meses, podendo ser prorrogado por mais três meses.
De acordo com o comunicado da Azevedo & Travassos, os recursos desse empréstimo serão utilizados para pagamento de custos e despesas correntes da companhia e suas subsidiárias, bem como para investimentos de capital no Projeto Complexo de Energias Boaventura, a ser desenvolvido junto à Petrobras (PETR3; PETR4).