“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da Azul”, diz a BlackRock. As ações da Azul passaram por forte turbulência nos últimos dias. Os ativos acumulam queda de 32,13% ao comparar o fechamento desta quarta-feira (4) com o de uma semana antes.
Desde a semana passada notícias circularam no mercado financeiro de que a Azul estaria renegociando sua dívida para evitar uma recuperação judicial nos EUA – veja os detalhes nesta reportagem.
O que deve acontecer com a Azul agora?
Em entrevista ao Broadcast na segunda-feira (2), o CEO da companhia, John Rodgerson, disse que as negociações das dívidas da Azul com arrendadores de aviões caminham “muito bem” e devem ser fechadas ainda em setembro.
O novo formato de pagamento gerou burburinhos, inclusive com rumores de recuperação judicial. Contudo, o executivo descarta a hipótese de “Chapter 11”, como é conhecida a recuperação nos Estados Unidos, e detalha quais são as estratégias em curso para fortalecer a saúde financeira da aérea. Além da renegociação com os chamado “lessores”, o plano é levantar capital usando a Azul Cargo como garantia e acessar o fundo de crédito para o setor aprovado pelo governo.
“A recuperação judicial não está nos nossos planos, nunca esteve. O que estamos negociando é muito mais benéfico para os acionistas, mas, por alguma razão, o mercado não entendeu o que está sendo feito”, afirmou Rodgerson em entrevista ao Broadcast.
Em meio à essa situação, a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, tem mudado seu posicionamento no mercado acionário. Ontem, os investidores também foram informados que a empresa comprou ações de outra companhia que atua no setor aéreo. A Azul (AZUL4), por exemplo, é cliente dessa companhia. Para saber mais detalhes, leia esta reportagem.
*Com informações do Broadcast