As ações do Banco do Brasil (BBAS3) e da BB Seguridade (BBSE3) figuraram entre as maiores perdas do Ibovespa nesta sexta-feira (13). Os papéis caíram 2,31% e 3,87%, respectivamente, cotados a R$ 25,43 e R$ 33,82.
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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) e da BB Seguridade (BBSE3) figuraram entre as maiores perdas do Ibovespa nesta sexta-feira (13). Os papéis caíram 2,31% e 3,87%, respectivamente, cotados a R$ 25,43 e R$ 33,82.
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Os ativos do BB operaram em correção, após saltarem 4,5% na última sessão, com a repercussão do balanço do quarto trimestre da instituição. O banco registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, uma queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024. Na comparação com o terceiro trimestre, o resultado avançou 51,7%. O lucro superou previsões, mas a inadimplência na carteira do agronegócio ainda levantou preocupações entre analistas.
A taxa de inadimplência de 90 dias na carteira de crédito atingiu 5,17% em dezembro, elevação de 66 pontos-base na comparação com setembro de 2025. Já a inadimplência da carteira de agronegócio atingiu 6,09%, aumento de 125 pontos-base no trimestre.
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Para o Itaú BBA, o Banco do Brasil reportou tendências operacionais fracas no quarto trimestre e apresentou um guidance (projeção) “cauteloso” para 2026. A estimativa para o lucro líquido ajustado é de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões para o ano, o que implica um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) próximo de 12% no ponto médio, nos cálculos do BBA.
Já o BTG Pactual reconhece que o 4T25 mostrou algum avanço nos indicadores de capital e no lucro reportado pelo BB, o que pode dar suporte às ações no curto prazo. No entanto, o BTG ainda vê pouca visibilidade em torno da normalização da exposição da empresa ao agronegócio.
A Ágora Investimentos, por sua vez, observa um conjunto de tendências mistas no resultado. O desempenho operacional foi puxado principalmente por uma receita financeira mais forte e despesas controladas, mas a deterioração contínua da qualidade de ativos segue como ponto de atenção. “Continuamos monitorando o ritmo de inadimplência, a necessidade de provisões adicionais e a capacidade do banco de sustentar margens e eficiência em um ambiente de expansão do crédito mais moderada”, diz a corretora.
O resultado da BB Seguridade não animou os investidores. Entre outubro e dezembro do ano passado, a empresa registrou lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, alta de 5,1% em relação a igual período do ano anterior. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, houve queda de 10,8%.
Para a Genial Investimentos, o balanço da BB Seguridade mostrou que a empresa não possui gatilhos claros de crescimento, o que deve limitar os rendimentos da companhia nos próximos trimestres. Segundo a corretora, o lucro líquido da seguradora deve ficar em R$ 8,69 bilhões em 2026 e refletir a provável queda da Selic, que tende a comprimir o seu resultado financeiro.
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“Mesmo negociando a múltiplos atrativos, rebaixamos nossa recomendação de compra para manter e reduzimos o preço-alvo de R$ 45,00 para R$ 40,40″, afirma a Genial.
O Citi e o Itaú BBA, por sua vez, reforçaram a leitura de que o ambiente econômico para a companhia será desafiador em 2026. Confira aqui a análise completa do balanço da BB Seguridade.
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