Agora a companhia espera que o seu lucro fique entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões neste ano, enquanto a projeção para o custo de crédito está entre R$ 53 bilhões e R$ 56 bilhões. Já a estimativa para margem financeira bruta figura entre R$ 102 bilhões a R$ 105 bilhões.
O banco revisou também as projeções de 2025 para carteira de crédito, que saíram do intervalo entre 5,5% e 9,5% para 3,0% a 6,0%. O indicador é composto por pessoas físicas, que caiu de 7% a 11% para 7% a 10%; empresas, com a maior revisão para baixo, passando de 4% a 8% para 0% a 3%; e agronegócios, que saiu de 5% a 9% para 3% a 6% no novo guidance.
As estimativas da carteira sustentável, no entanto, tiveram uma leve redução no teto, de 7% a 11% para 7% a 10%. Já as projeções de receitas de prestação de serviços e despesas administrativas foram mantidas.
| Indicadores |
Intervalo anterior |
Revisado |
| Carteira de Crédito |
5,5% a 9,5% |
3,0% a 6,0% |
| └ Pessoas Físicas |
7% a 11% |
7% a 10% |
| └ Empresas |
4% a 8% |
0% a 3% |
| └ Agronegócios |
5% a 9% |
3% a 6% |
| Carteira Sustentável |
7% a 11% |
7% a 10% |
| Margem Financeira Bruta |
Em revisão |
R$ 102 a R$ 105 bilhões |
| Custo do Crédito |
Em revisão |
R$ 53 a R$ 56 bilhões |
| Receitas de Prestação de Serviços |
R$ 34,5 a R$ 36,5 bilhões |
Mantido |
| Despesas Administrativas |
R$ 38,5 a R$ 40 bilhões |
Mantido |
| Lucro Líquido Ajustado |
Em revisão |
R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões |
Menos dividendos à frente
O Banco de Brasil também informou que seu Conselho de Administração aprovou a revisão do payout (porcentagem do lucro distribuída na forma de proventos) para 2025, fixando-o em 30%, via juros sobre o capital próprio (JCP) ou dividendos. Antes, o patamar estava em 40%.
O BB comunicou, ainda, que considerando a necessidade de convergência para o novo payout, os pagamentos de JCP referentes ao primeiro semestre de 2025 já foram realizados integralmente em 21 de março e 12 de junho deste ano. O cronograma de pagamentos previsto para o segundo semestre de 2025 permanece inalterado.
Evandro Medeiros, analista CNPI da Suno Research, avalia que o mercado deve reagir negativamente ao balanço do Banco do Brasil, dada a queda no lucro líquido e a perspectiva de dividendos pequenos em 2025 frente ao observado nos últimos três anos. “Assumindo um lucro de R$ 20,4 bilhões e um payout de 30%, nos deparamos com um dividend yield (rendimento de dividendos) de 5,4%”, destaca.