Banqueiros de Wall Street devem se reunir amanhã, dia 21, em Washington, em meio às discussões de um plano de resgate para o First Republic Bank, com sede em São Francisco, que teve sua saúde financeira questionada após a quebra do Silicon Valley Bank (SVB) e o Signature Bank, nos Estados Unidos. O encontro estava pré-agendado há um ano e é organizado pelo Financial Services Forum, entidade que defende os interesses dos grandes bancos em Washington.
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As ações do First Republic Bank amargaram perdas de 47,25% no pregão de hoje, mesmo após o anúncio na semana passada de que um grupo de 11 bancos injetariam US$ 30 bilhões para dar fôlego ao banco de São Francisco. Ontem, a S&P decidiu rebaixar novamente o rating do First Republic Bank, de BB+ para B+, o segundo corte em apenas uma semana.
Como a tábua de salvação não foi suficiente, o presidente do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, estaria capitaneando novas discussões com os seus homólogos para socorrer o banco, noticiou a mídia internacional nesta segunda-feira. Dentre as opções em discussão, estão um investimento no capital do banco ou a sua venda, na esteira do fim do Credit Suisse, adquirido pelo rival UBS às pressas para conter que a turbulência bancária se espalhasse do outro lado do Atlântico.
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O Financial Services Forum informou ao Broadcast que os membros da entidade se reúnem regularmente para discutir questões econômicas e de política regulatória. Apesar disso, a expectativa é de que o encontro de amanhã seja uma oportunidade de os banqueiros de Wall Street debaterem mais um plano de resgate ao First Republic Bank bem como a atual turbulência do setor bancário nos EUA.
“A reunião desta semana foi agendada há um ano e proporcionará aos membros uma oportunidade de discutir a importância de nosso setor bancário forte e diversificado nos EUA, o estado da economia e outras questões políticas importantes”, disse a entidade, em comunicado à reportagem.
Dentre os banqueiros que são esperados para participarem pessoalmente da reunião, estão a presidente do Citigroup, Jane Fraser, e o CEO do Goldman Sachs, David Solomon, segundo fontes ouvidas pelo britânico Financial Times.