Questionado sobre a reação dos mercados às falas de Jerome Powell, presidente do Fed, no Simpósio de Jackson Hole, Barkin frisou que seu foco está nos indicadores econômicos, não na reação de operadores. “Todo mundo odeia inflação, todo mundo quer que caia e é nisso que focamos”.
O dirigente também afirmou que não iria “gastar tempo” com certas previsões, uma vez que “o futuro é bastante incerto”. Ele não respondeu sobre estar mais inclinado a uma alta de 75 pontos-base (pb) ou 50 pb no próximo mês e citou que este seria um julgamento antecipado, já que ainda haverá a divulgação do relatório de empregos, o payroll, nesta semana, e mais uma leitura da inflação ao consumidor antes da decisão.
“Nosso trabalho é difícil porque há um atraso entre as decisões e o impacto sobre a economia“. Barkin afirmou que algum reflexo já foi observado em determinados setores, como o imobiliário, mas deve haver mais. “Começamos o aperto monetário há seis meses e é agora que começaremos a ver impacto no restante da economia”.