Bitcoin sofre impacto de ativos de inteligência artificial, cai pelo 3º dia seguido e cotação chega aos US$ 65 mil
Ações de empresas detentoras da criptomoeda estão entre as maiores baixas nas bolsas de Nova York; Coinbase e Strategy recuaram 8% e 4%, respectivamente
Pela terceira sessão consecutiva, o bitcoin operou em queda nesta quinta-feira (12), acompanhado por baixa nas bolsas de Nova York. (Imagem: Adobe Stock)
O bitcoin (BTC) opera em queda nesta quinta-feira (12) pela terceira sessão consecutiva, apesar de ter mostrado sinais de recuperação pela manhã. Os investidores adotam uma postura avessa ao risco pressionados pelos temores em torno do setor de inteligência artificial (IA) e suas elevadas exigências de investimento, refletida também pelos mercados acionários.
Por volta das 18h15 (em Brasília), o bitcoin recuava 2,92%, cotado a US$ 65.656,80. Já o ethereum (ETH) cedia 1,71%, a US$ 1.920,63, de acordo com a plataforma Binance.
O bitcoin retrocedeu da alta observada pela manhã e, no início da noite de hoje firma a tendência de queda, impactado pela turbulência no setor de tecnologia nos mercados acionários da Europa e dos EUA, além do recuo nos preços das commodities metálicas. Os investidores estão avaliando os desdobramentos da política de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) à luz dos últimos dados econômicos do país e das crescentes tensões geopolíticas.
Para o Saxo Bank, o mercado de ativos digitais está sendo lido como “cauteloso” e o momento é de reordenamento.
“No geral, o posicionamento está sendo ajustado, mas não abandonado”. explicam.
Empresas com bitcoin em caixa sofrem em NY
Em Nova York, as ações de empresas detentoras de bitcoin estão entre as maiores perdedoras nesta quinta-feira, em linha com a desvalorização da principal criptomoeda. A Coinbase caía cerca de 8% na marcação, em espera também por resultados do quarto trimestre após o fechamento do mercado, enquanto a Strategy cedia 4%.
O Charles Schwab alerta que a Strategy, uma das pioneiras na gestão de criptomoedas como ativo de reserva, está com uma perda não realizada de US$ 17,4 bilhões em suas holdings de bitcoin.
“Novas quedas no preço das criptomoedas podem desencadear liquidações forçadas”, afirmam analistas do banco em nota.
Além disso, El Salvador enfrentou volatilidade nos mercados de dívida do país em linha com a desvalorização do bitcoin, segundo a Bloomberg. A reportagem mostra que o presidente Nayib Bukele continuou adquirindo um bitcoin por dia para as reservas nacionais, mesmo após a queda recente da criptomoeda, complicando as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um empréstimo de US$ 1,4 bilhão.