O bitcoin vem operando sem grande impulso para novas altas, em meio ao possível aumento nas taxas de juros futuros pelo Fed. (Imagem: Adobe Stock)
O bitcoin opera queda, com o ativo ligeiramente abaixo do nível de US$ 70 mil. Desde a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, na quarta-feira, na qual a autoridade monetária enviou sinalizações sobre a chance de taxas de juros mais elevadas por mais tempo em razão dos impactos inflacionários da guerra do Oriente Médio, a criptomoeda vem operando sem grande impulso para novas altas.
Por volta das 17h45 (de Brasília), o bitcoin cedia 0,76%, a US$ 69.960,21. Já o ethereum tinha baixa de 0,80%, a US$ 2.129,58, de acordo com a plataforma Binance.
As quedas da criptomoeda seguiram um tom cauteloso do Fed em resposta às incertezas em torno da guerra no Oriente Médio e aos elevados preços da energia, afirmam analistas da Saxo.
“A principal conclusão para os investidores é que as criptomoedas estão se comportando novamente como um ativo sensível a fatores macroeconômicos, reagindo às expectativas de taxas de juros, à força do dólar e aos desenvolvimentos geopolíticos, em vez de fatores puramente específicos das criptomoedas”, dizem.
Embora o período de observação desde o ataque inicial no Oriente Médio ainda seja limitado, a movimentação do preço do bitcoin exibiu características de aversão ao risco – mantendo uma correlação positiva com o petróleo bruto, o dólar e os títulos. Enquanto isso, as ações e o ouro foram impactados negativamente pelo ocorrido.
“Essa divergência sugere uma crescente disposição institucional em utilizar ativos digitais como ferramenta de diversificação de portfólio, particularmente em meio à acentuada volatilidade macroeconômica e à incerteza geopolítica”, aponta relatório da Binance Research.
Os fluxos de ETFs de bitcoin (oferecem exposição ao preço da criptomoeda na bolsa sem necessidade de compra direta ou carteiras digitais) reforçam a tese, registrando entradas líquidas positivas de US$ 1,5 bilhão desde o início do conflito. Em contrapartida, os ETFs dos índices S&P 500 e Nasdaq sofreram saídas líquidas significativas de US$ 4,04 bilhões e US$ 2,58 bilhões, respectivamente, no mesmo período – o que evidencia uma clara divergência nas preferências de alocação dos investidores em meio ao atual cenário geopolítico.