Bitcoin opera em alta nesta sexta-feira (20), após repercussões em relação a Suprema Corte dos EUA e Donald Trump. (Imagem: Adobe Stock)
O bitcoin opera em alta hoje, em um dia marcado nos mercados pelas repercussões da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos desfavoráveis às tarifas aplicadas pelo presidente Donald Trump. Entre líderes de parceiros e analistas, houve a visão de que a medida tende a ter efeito limitado, uma vez que o republicano busca alternativas para taxar as importações. Enquanto isso, no setor cripto, as análises sobre os atuais fundamentos do ativo persistem.
Por volta das 17h55 (de Brasília), o bitcoin subia 0,86%, a US$ 67.703,68. Já o ethereum tinha alta de 0,99%, a US$ 1.968,56, de acordo com a plataforma Binance.
As recentes quedas foram ditadas pelo fraco sentimento do mercado e por fatores macroeconômicos, já que os recentes desenvolvimentos na regulamentação de cripto nos EUA reduziram o risco político, afirma Thomas Strobel, estrategista do Instituto de Investimentos do UniCredit. O banco estima que o “valor fundamentalmente justificado” do bitcoin seja de cerca de US$ 75.000.
“Uma queda de aproximadamente 35% a partir desse nível pode aumentar o risco de uma mudança mais estrutural, particularmente se acompanhada por uma queda prolongada abaixo de US$ 50.000”, afirma Strobel.
Um sentimento mais positivo e fluxos de ETFs (fundos negociados em bolsa) ajudariam o bitcoin a se recuperar, juntamente com uma melhora gradual nas condições de liquidez, conclui.
Hoje, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que um mercado de stablecoins lastreado em dólar e bem regulamentado pode reforçar o papel global da moeda americana e estender seus efeitos de rede a sistemas de pagamento digital emergentes. A Lei GENIUS fornece ao Tesouro ferramentas de supervisão para garantir transparência e confiança nesse setor, apontou.
A senadora democrata Elizabeth Warren enviou ontem uma carta a Bessent e ao presidente do banco central americano, Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, instando-os a confirmar que não usarão “dinheiro dos contribuintes para resgatar bilionários de criptomoedas e outros investidores altamente alavancados em criptomoedas” levando em conta as quedas recentes dos ativos.