Saade acrescentou que investidores devem monitorar o ritmo de diferencial de juros em relação aos Estados Unidos, onde o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sinaliza uma guinada em direção a uma postura monetária mais relaxada. Segundo ela, caso a autoridade monetária americana demore muito para cortar a taxa básica, os fluxos de capital para Brasil e emergentes poderiam ser prejudicados.
A decisão de política monetária do Fed ontem deixou claro que o ciclo de aumento de juros nos Estados Unidos chegou ao fim, na avaliação de Saade. “A linguagem de [Jerome Powell] foi bastante consistente em relação ao isso”, afirma.
Saade acredita que o movimento abre espaço para uma significativa rotação no mercado em direção à renda fixa americana, que deve se acelerar ao longo do ano que vem. Apesar disso, a executiva entende que a precificação de investidores por cortes de 150 pontos-base nos juros até o fim de 2024 é “agressiva demais”.