“Estamos overweight no Brasil. O Brasil tem setores com crescimento de lucros resilientes e valuation relativamente atraentes”, afirma, ponderando alguns riscos a este cenário, como ruídos políticos, deterioração fiscal e decepções com o ritmo de progresso na agenda de reformas.
De acordo com o BofA, o caminho para uma Selic mais baixa será acidentado, pois as taxas elevadas ainda pressionam os fluxos e os lucros das empresas. Além disso, menciona que há espaço para uma deterioração fiscal antes das eleições de 2026. “Achamos que pode ser muito cedo para adicionar mais beta e continuamos na defensiva”, afirma.
Em seu portfólio, o BofA cita que equilibrou a exposição entre empresas que podem lidar bem em um ambiente de alta da Selic (seguradoras, construtoras em segmento de baixa renda, nomes globais) e alguns nomes “de qualidade” que podem eventualmente ter desempenho superior se as taxas atingirem o pico este ano.