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Boletim Focus: inflação distante da meta e Selic em alta; veja as novas apostas do mercado

O relatório consolida as expectativas do Copom para a economia. Confira

Por Fernanda Trisotto

11/11/2024 | 9:02 Atualização: 11/11/2024 | 9:26

A Selic é a taxa básica de juros do Brasil (Foto: Envato Elements)
A Selic é a taxa básica de juros do Brasil (Foto: Envato Elements)

A mediana do boletim Focus para a taxa Selic no fim de 2024 se manteve em 11,75%, pela sexta semana consecutiva. Esse movimento consolida a avaliação do mercado de que o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentará os juros em 0,5 ponto porcentual na última reunião do ano, no dia 11 de dezembro. Considerando apenas as 142 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária para a Selic também se manteve em 11,75%.

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Na semana passada, o colegiado elevou a taxa básica de juros para 11,25%, uma alta de 0,5 p.p.. As medianas para a Selic em prazos mais longos tiveram comportamento diverso, indicando que o Banco Central (BC) terá um espaço limitado para cortar juros nos próximos anos, em meio à desancoragem das expectativas, atividade forte e disparada do dólar.

A mediana para 2025 se manteve em 11,50%. Considerando apenas as 139 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 11,75% para 12,00%. A estimativa intermediária para a Selic no fim de 2026 passou de 9,75% para 10,00%, ante 9,50% há um mês. A mediana para os juros no fim de 2027 seguiu em 9,25%, de 9,00% quatro semanas atrás.

Previsão do Focus para a inflação

A mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2024 subiu pela sexta semana seguida de 4,59% para 4,62%, mantendo-se acima do teto da meta de inflação, de 4,50%. Um mês antes, ela estava em 4,39%. Considerando apenas as 151 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a previsão passou de 4,60% para 4,63%.

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Se essa projeção se confirmar, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, vai terminar a sua gestão escrevendo a terceira carta aberta para explicar o descumprimento da meta. No início do ano que vem, Campos Neto será substituído na presidência da instituição pelo diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, indicado ao cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A mediana para a inflação de 2025 subiu de 4,03% para 4,10%, mais próxima do teto, de 4,50%, do que do centro da meta, de 3%. A partir do ano que vem, a meta será contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Se ele ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, o BC terá descumprido o alvo.

Considerando as 149 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para o IPCA de 2025 passou de 4,07% para 4,13%. A mediana para a inflação de 2026 voltou a se distanciar da meta, passando de 3,61% para 3,65%, na segunda semana consecutiva de elevação. A estimativa intermediária para 2025 se manteve em 3,50%, como já está há 71 semanas. Para 2027, permaneceu em 3,50%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) considera o segundo trimestre de 2026 como horizonte relevante da política monetária. O colegiado espera um IPCA de 3,60% nos quatro trimestres fechados nesse período, no cenário com a taxa Selic do Focus e dólar começando em R$ 5,75 e evoluindo conforme a paridade do poder de compra (PPC). Também no cenário de referência, o Banco Central espera que o IPCA termine 2024 em 4,60%, acima da meta como prevê o boletim Focus, e desacelere a 3,90% em 2025.

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