Investidores na Europa e em outras partes do mundo aguardam o relatório de emprego dos EUA, o chamado payroll, que será conhecido nas próximas horas e pode ser determinante para o ritmo em que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevará juros até o fim do ano. Em setembro, o Fed aumentou seus juros básicos em 75 pontos-base pela terceira vez consecutiva, à medida que a inflação nos EUA continua próxima dos maiores níveis em décadas.
Segundo projeções de analistas, os EUA criaram em torno de 270 mil vagas em setembro, indicando que seu mercado de trabalho segue robusto. São aguardados hoje também comentários de vários dirigentes do Fed. De modo geral, nos últimos dias, as autoridades do BC americano reafirmaram sua disposição de manter uma postura firme no combate à inflação.
Na Alemanha, país europeu que mais sofre os impactos da crise energética deflagrada pela guerra russo-ucraniana, os últimos dados econômicos foram desanimadores. Em agosto ante julho, a produção industrial alemã teve queda de 0,8% e as vendas no varejo recuaram 1,3%. Por outro lado, o Credit Suisse conseguiu hoje amenizar temores sobre sua saúde financeira, após anunciar uma recompra de bônus de sua emissão, no valor equivalente a cerca de 3 bilhões de francos suíços. Em Zurique, a ação do segundo maior banco suíço saltava 7% no horário citado acima.
Às 7h (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,27%, a de Frankfurt avançava 0,13% e a de Paris se valorizava 0,23%. Já a de Milão tinha ganho de 0,43%, mas as de Madri e Lisboa caíam 0,18% e 0,14%, respectivamente.
*Com informações da Dow Jones Newswires