Às 6h59 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha queda de 1,94%, a 444,52 pontos.
Setores expostos à China – como os de mineração, petróleo e gás e produtos de luxo – lideravam as perdas na Europa em meio a temores de que Pequim tenha de seguir o exemplo de Xangai e instituir lockdowns em função de novos surtos de covid-19. Na capital chinesa, foram registrados 22 novos casos de infecção pela doença no domingo (24), o maior número deste ano. Já em Xangai, ocorreram 39 mortes pela doença no sábado (23), mais do que o triplo do dia anterior.
As evidências de piora da pandemia intensificaram temores de que a economia chinesa desacelere ainda mais, como ocorreu em março, e levaram a Bolsa de Xangai a sofrer hoje um tombo de 5,13%, o maior desde fevereiro de 2020.
Outro fator que azeda o humor na Europa é a tendência dos EUA de elevar juros em ritmo mais veloz nos próximos meses para combater a persistente alta da inflação em meio à guerra entre russos e ucranianos. Na sexta-feira (22), as bolsas de Nova York amargaram perdas de mais de 2,5%.
Num dia de aversão a risco, investidores não tiveram chances de comemorar a reeleição de Macron, que ontem derrotou a rival de extrema-direita, Marine Le Pen, na disputa pela presidência francesa. Ficou igualmente em segundo plano um inesperado avanço do índice Ifo de sentimento das empresas alemãs.
Também às 6h59 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 2,20%, a de Frankfurt recuava 1,57% e a de Paris se desvalorizava 2,19%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham perdas de 1,65%, 0,70% e 1,20%, respectivamente. Apenas o setor minerador do Stoxx 600 registrava baixa de 5,5%.
No câmbio, o euro recuava a US$ 1,0730, de US$ 1,0798 no fim da tarde de sexta-feira, após tocar mínima em dois anos mais cedo, enquanto a libra se enfraquecia a US$ 1,2726, de US$ 1,2834 na sexta.