Neste cenário, o índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,32%, a 444,21 pontos.
Hoje pela manhã, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, destacou que ainda é cedo para falar em corte de juros mas afirmou que espera que a inflação no Reino Unido desacelere razoavelmente até o fim do ano. Já o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Pierre Wunsch afirmou que a perspectiva de que seja necessário elevar mais os juros tem diminuído e pode não se materializar, na ausência de um novo choque no preço de energia. No entanto, o economista-chefe do BCE, Philip Lane, disse que não ficou “muito aliviado” com a queda da inflação geral na zona do euro, já que foi motivada por uma reversão dos aumentos nos preços de energia de um ano antes.
Também hoje, mais cedo, na Alemanha, a inflação ao consumidor desacelerou ao nível mais baixo desde agosto de 2021, a 3,8% ao ano em outubro. Enquanto isso, as vendas no varejo da zona do euro caíram mais do que o previsto em setembro ante agosto. O CMC Markets explica que esse cenário reforça uma possível recessão que “não é apenas moderada, é pior do que isso”, diz.
Entre os balanços, no setor bancário, o alemão Commerzbank e o francês Crédit Agricole superaram expectativas de lucros. No horário acima, a ação do Commerzbank avançou 0,58% em Frankfurt, onde o DAX subiu 0,51%, a 15.229,60 pontos, e a do Crédit avançou 1,14% em Paris, onde o CAC 40 teve alta de 0,69%, a 7.034,16 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,13%, a 28.433,33 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,60%, a 9.291,40 pontos.
Em Lisboa, os ganhos foram contidos pela crise política desencadeada pela renúncia do primeiro-ministro António Costa, e o PSI 20 subiu 0,06%, a 6.231,32 pontos, após forte queda ontem. Já a Savannah, empresa responsável pela exploração de lítio em Portugal que foi um dos catalisadores do escândalo, despencou 16,97% em Londres. Na capital britânica, o FTSE caiu 0,11%, a 7.401,72 pontos.