Na apresentação de resultados do BB nesta quinta-feira (12), sem citar o nome da empresa, o vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos da estatal, Felipe Prince, disse que a dívida foi repassada a um fundo que compra crédito de maior risco, chamados no mercado financeiro de “gestoras de situações especiais”.
Segundo o banco, um atraso superior a 90 dias de R$ 3,6 bilhões ligado a um único cliente pressionou a inadimplência do trimestre, indicador que teria sido de 4,88% sem o episódio, ante 5,17% com o caso. Fontes afirmam que a exposição estava relacionada a ações da Braskem dadas como garantia pela Novonor (ex-Odebrecht), antiga controladora da petroquímica.
O caso afetou o índice de cobertura para créditos de liquidação duvidosa, que recuou a 155,4% no quarto trimestre. Sem o caso, o indicador ficaria em 164,7%, ou seja, para cada R$ 1,00 há R$ 1,64 para cobrir eventuais perdas.
O Ibovespa hoje, por sua vez, fechou em queda de 1,02%, aos 187.766 pontos – leia aqui a cobertura completa do pregão.
O que diz a Braskem?
A Braskem (BRKM5) afirmou que segue adimplente (em dia) com as obrigações mantidas com o Banco do Brasil (BBAS3) e que não tem exposição financeira material com a instituição nem tinha em 2025. Em comunicado ao mercado, a empresa também negou que tenha ficado inadimplente no último trimestre do ano passado.