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O Itaú BBA avaliou, em relatório, que a BRF (BRFS3) registrou um desempenho abaixo das expectativas no quarto trimestre de 2024. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 2,8 bilhões, 6% inferior às estimativas do banco, após uma revisão para baixo das projeções nos últimos meses. O relatório aponta que a ausência da sazonalidade habitual no Brasil e uma perda de aproximadamente R$ 80 milhões na divisão corporativa contribuíram para o desempenho abaixo do esperado.
Em relação ao desempenho no Brasil, o Itaú BBA observou uma “contração da margem trimestre a trimestre”, o que pode chamar a atenção dos investidores. A principal razão seria o aumento das despesas com SG&A (vendas, gerais e administrativas), cuja recorrência ainda é incerta, e o aumento dos custos com grãos de ração, tendência que deve se manter. No entanto, o banco ressalta que “o ambiente de consumo continua saudável”.
Apesar disso, “a margem Ebitda ajustada de 20,4% no segmento internacional se manteve saudável”, embora o Itaú BBA indique que “há sinais iniciais de espaço limitado para revisões positivas no futuro”.
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No segmento internacional, a análise apontou uma “resiliência nos preços”. Embora os dados de mercado indiquem uma queda nos preços em dólares no início do ano fiscal de 2025, “nossas verificações de canal sugerem que os preços estão se recuperando em cortes específicos”. Essa recuperação pode ser parcialmente compensada pelos custos mais altos de grãos e, portanto, “não deve resultar em mudanças significativas nas margens no curto prazo”.