De acordo com o analista Eduardo Rosman, pelo lado negativo, foram elencados pontos como o crescimento rápido da Porto Saúde, o negócio de saúde do grupo, a área de serviços bancários e também sobre o contexto de competição no segmento automotivo.
A Porto é líder em seguro auto no País, mas o segmento tem passado por mudanças de configuração com a consolidação de alguns nomes, como a venda da Liberty para a HDI. Adicionalmente, segundo o BTG, há temores sobre potenciais cortes nos preços das apólices nos próximos meses, o que os investidores veem como uma potencial ameaça ao lucro da companhia.
Nos últimos dois anos, após a pandemia da Covid-19, as empresas que subscrevem o seguro auto elevaram os preços para repassar aos clientes os maiores custos de reparo, associados ao aumento dos preços dos carros usados. Ao longo do ano passado, estes preços estabilizaram, e existe uma expectativa de queda mais acentuada, o que poderia pressionar as seguradoras a reduzirem os valores que cobram dos clientes.
Pelo lado positivo, Rosman afirma que existe um otimismo de vários investidores com o novo comando da Porto, com Paulo Kakinoff como CEO e Domingos Falavina como diretor de Relações com Investidores. Segundo ele, espera-se que os dois ajudem a vender a narrativa da companhia ao mercado.